Ao instalar Fórum Amazonense de Petróleo e Gás Natural, Wilson Lima destaca ação do Estado para diversificar matriz econômica

Por Sthefane Campos em 10 de maio de 2022 às 14:45 | Atualizado 10 de maio de 2022 às 14:45

Amazonas – O governador Wilson Lima instalou, nesta terça-feira (10/05), o Fórum Amazonense de Petróleo e Gás Natural, criado para ordenar, articular e apoiar as ações das organizações que atuam no setor e desenvolver a cadeia de valor de petróleo e gás natural. Wilson Lima destacou a atuação do Governo do Amazonas para ampliar a exploração do gás natural, um dos caminhos para diversificar a matriz econômica no estado.

O fórum irá promover discussões permanentes, e a abertura oficial ocorreu no auditório Arivaldo Fontes do Senai, localizado na avenida Rodrigo Otávio, no Distrito Industrial I, zona sul de Manaus.

“Esse é um fórum que começa com um caminho significativo porque nós conseguimos avançar desde que eu assumi o governo em 2019. Um dos avanços é a quebra do monopólio da Cigás, a instalação na Eneva no Campo de Azulão. Outras empresas fazem estudos para chegar ao nosso estado e fazer a exploração do gás”, disse o governador. Desde a quebra do monopólio, mais de 9 mil empregos diretos e indiretos foram gerados.

Wilson Lima destacou que, hoje, o Amazonas está entre os cinco estados brasileiros com o melhor marco regulatório de exploração do petróleo e gás após a aprovação da Lei nº 5.420/21, de autoria do Estado. O ranking é da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace).

Além de apontar a exploração do gás como alternativa econômica para o Amazonas, o governador apontou outras matrizes a serem exploradas e que contam com o incentivo do Governo do Estado.

“A exploração do gás natural, potássio e bioeconomia. A gente tem discutido isso muito desde que eu assumi o governo. A meta é para 30 anos, começamos em 2019, mas isso não acontece do dia para a noite. No gás, até eu assumir o governo, havia um monopólio, e isso impedia que outras empresas viessem para o estado do Amazonas”, completou.

“Antes da quebra do monopólio existia um grupo que ganhava mais de R$ 100 milhões ano sem sequer investir R$ 1 na cadeia produtiva. O fórum aqui vai democratizar ainda mais as informações que ficaram por muito tempo escondidas do conhecimento da população”, destacou o deputado estadual Sinésio Campos, presidente da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento da Assembleia Legislativa.

“O campo de Azulão já está produtor, lembrando que nós entramos em 2018 no estado, era um campo que estava há 15 anos como uma promessa de produção. A Eneva, há um ano, já conseguiu viabilizar uma solução de monetização, é um campo em produção, já tem arrecadação de royalties, arrecadação de ICMS, ISS durante a construção de todo o empreendimento. Ou seja, criação de renda, tributação, é realmente a interiorização do desenvolvimento”, frisou Lucas Ribeiro, coordenador de regulação da Eneva.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia (Sedecti), Angelus Figueira, destacou que o Amazonas tem a maior reserva de gás do Brasil, e a intenção do governo é gerar benefícios dentro do estado do Amazonas, não só do ponto de vista da arrecadação, mas principalmente da geração de emprego.

“Não só entregar o gás para a população, para a indústria, mas principalmente beneficiar o gás, beneficiar o petróleo, na geração de mais emprego e renda, esse é o foco do governador Wilson”, disse Angelus.

Fórum – O Fórum Amazonense de Petróleo e Gás Natural é realizado em parceria com a Federação das Indústrias (Fieam), com empresas do setor de petróleo e gás, academias, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), entre outras entidades.

O fórum é fruto de uma demanda que surgiu a partir da última reunião do Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres – Mesa Reate, que aconteceu em setembro do ano passado, em Manaus. O evento é promovido pelo Ministério de Minas e Energia.

FOTOS: Bruno Zanardo/Secom

*Com informações da assessoria*.