Chocou o país: Padastro conta detalhes de como matou criança a pedido da mãe

Padrasto confessa que matou menino a pedido da mãe: ‘Enforquei até ficar sem ar’.

Casal está preso, mas mulher nega o crime. Corpo do garoto de 9 anos foi transportado em uma caixa até matagal e abandonado enrolado em cobertas.

Mãe e padrasto acusados pelo crime

Um vídeo feito pela Polícia Civil mostra Renato Carvalho Lima, de 20, confessando como matou o enteado, Antônyo Jorge Ferreira da Silva, de 9 anos. Segundo o padrasto, ele asfixiou o menino a pedido da companheira. “Passei um lençol no pescoço dele, abracei e dei um mata-leão, enforquei até ele ficar sem ar”, disse na gravação. O corpo da vítima foi colocado dentro de uma caixa de papelão e, depois, abandonado em um terreno.

“O Renato contou que a mãe não queria mais cuidar do filho, não queria ter responsabilidade, queria ficar sozinha”, disse o delegado Valdemir Pereira. A mãe do garoto, Jeannie da Silva de Oliveira, foi presa suspeita do homicídio, mas nega envolvimento no crime.

As investigações apontam que o assassinato aconteceu na sexta-feira (19). “Jeannie entregou a chave da casa dela para o Renato e disse que o filho estava sozinho. Ele foi ao local e encontrou a criança vendo TV. Eles foram lanchar em uma padaria e o suspeito, em seguida, levou Antônyo para a sua casa, onde aconteceu o crime”, disse o delegado.

Renato explicou para o delegado que tentou asfixiar o enteado várias vezes, usando as mãos, um lençol e até o cinto. “Eu vi que não estava conseguindo finalizar. […] Aí eu apertei ele com mais força, peguei o lençol e comecei a sufocar ele. Passei o pano por cima do pescoço e pisei em cima”, disse o padrasto.

Após a morte, Renato colocou o corpo do garoto em uma caixa de papelão e levou a um terreno baldio. O padrasto levou a polícia até o local. O cadáver foi encontrado enrolando em cobertas.

Segundo o delegado, existem indícios suficientes para indiciar o casal pelo crime. Eles vão responder por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsa comunicação de crime.

Pereira informou, ainda, que já entrou em contato com o pai do menino. Ele mora em Roraima e está muito abalado com o crime. “Ele disse que há alguns dias, o filho ligou para ele dizendo que não queria mais morar em Goiânia com a mãe. Vamos ouvi-lo ainda para pegar mais informações sobre a separação, porque a criança passou a morar com a mãe”, concluiu o delegado.

Dois dias após o crime, o casal foi à delegacia denunciar um denunciar um falso sequestro

No domingo (21), o casal foi à Central de Flagrantes, onde registrou um boletim de ocorrência dizendo que o menino tinha sido sequestrado. “Segundo a mãe, o filho tinha sido levado por traficantes por uma dívida de R$ 850 do companheiro. Porém, questionado, o padrasto não soube informar para quem ele devia e nem como tinha contraído aquela dívida”, disse o delegado.

Diante das contradições do casal e da frieza da mãe, os dois passaram a ser suspeitos do crime. Após três horas de interrogatório, Renato confessou o assassinato.

Laudo aponta asfixia por estrangulamento

Segundo o Instituto Médico Legal (IML), Antônyo foi morto asfixiado por estrangulamento. Também foi recolhido material debaixo das unhas do menino para identificar se há vestígios do DNA do padrasto. Renato estava com o peito e costas arranhados no momento em que foi preso.

A polícia ainda vai investigar se houve algum abuso sexual contra a criança. O corpo do menino ainda seguia no IML até as 13h.

Sem saber, mecânico diz que ajudou padrasto suspeito de matar menino a carregar caixa com corpo

Um mecânico, que preferiu não se identificar, disse que ajudou a carregar uma caixa de papelão sem saber que dentro estava o corpo do menino

O rapaz, de 19 anos, afirmou que chegava na oficina onde trabalha, localizada no Setor Nunes de Morais, no sábado (20), onde encontrou Renato, cuja mãe morava em um imóvel no segundo andar do estabelecimento.

“Quando cheguei, vi o Renato arrastando uma caixa do depósito. Aí ele pediu ajuda para colocar a caixa nas costas dele. Estava bem pesada, mas não perguntei o que era nem senti cheiro diferente. Ele saiu e não o vi mais. Eu nunca imaginei”, disse o mecânico, que foi contratado há cerca de uma semana.

Segundo as investigações, o crime foi cometido na noite de sexta-feira (19). Renato, então, esperou amanhecer e depois teria levado o corpo para um matagal perto da oficina.

Interior da oficina

O dono da oficina, Edilson Brito da Silva, disse que a mãe de Renato morava no sobrado há cerca de dois anos. Ele também viveu com ela, mas se mudou a cerca de quatro meses. Ambos gozavam da confiança do proprietário e tinham livre acesso ao local.

“No sábado, também o vi saindo de dentro da oficina com a caixa. Ele disse que eram coisas velhas e que estava jogando fora. É complicado… saber que um inocente foi morto. Também sou pai. Nunca tinha suspeitado dele, era um rapaz muito calado”, afirmou.

Vizinhos chocados afirmam que a mãe xingava muito a vítima

O casal e a criança estavam morando juntos em um barracão no Setor Vila Luciana há cerca de dois meses. Os dois trabalham em um supermercado localizado em no Residencial Eldorado, um setor vizinho. Ele era estoquista e ela, operadora de caixa.Os vizinhos ficaram chocados com a notícia. Segundo uma dona de casa, que preferiu não se identificar, que eram comuns os desentendimentos entre a jovem e o garoto.

Barracão onde morava o casal e a criança.

 “Estou assustada. Ela xingava muito ele de “satanás”, mandava ele calar a boca. Ela era um pouco estranha, não tinha amizade com ninguém”, conta.

A também dona de casa Maria Alves, que também mora na mesma rua, se desesperou ao saber do que havia ocorrido. “Meu Deus, conversei com o menino esses dias. Ele adorava jogar bola e brincar com cachorrinho dele. Que judiação”, lamentou.

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