Blocos estão proibidos de tocar 'Maria Sapatão', 'Cabeleira do Zezé', “Índio quer apito” e “O teu cabelo não nega”

O politicamente correto quer proibir marchinhas no Carnaval carioca

Uma integrante do bloco carnavalesco-feminista (sim, isso existe) “Mulheres Rodadas” — além de outros blocos — está proibindo a execução de clássicas marchinhas como “Cabeleira do Zezé”; “Maria Sapatão”; “Índio quer apito”; “Teu cabelo não nega mulata” (Paulo Francis cantarolando no ar é imperdível); e até a música do Caetano, “Tropicália”, por conter a palavra “mulata”, considerada “pejorativa”.

Isso, bom ressaltar, vindo do bloco com nome “Mulheres rodadas”.

 

Reproduzidas há décadas, algumas marchinhas já não podem ser aceitas, pois reforçam uma cultura preconceituosa e machista no Brasil.
“Olha a cabeleira do Zezé
Será que ele é?
Será que ele é?”
“Maria Sapatão
Sapatão, Sapatão
De dia é Maria
De noite é João”

 

O que as duas marchinhas acima têm em comum? Tradicionais no Carnaval de rua do país, as músicas viraram alvo de polêmica por serem consideradas politicamente incorretas e preconceituosas.

Além delas, canções como “Índio quer apito” e “O teu cabelo não nega” começaram a sair do repertório de alguns blocos, de acordo com a coluna “Gente Boa”, do jornal “O Globo”, na semana passada.

 

 

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