Alerta: sexo oral ajuda a espalhar superbactéria da gonorreia

A Organização Mundial de Saúde (OMS) fez um alerta nesta sexta-feira (7) sobre os riscos da gonorreia.

O uso de preservativos está cada vez menor e isso tem causado um grande problema mundial: a disseminação de uma superbactéria da gonorreia, que tem ficado cada vez mais difícil de ser tratada. Já houve casos no mundo, inclusive, que a cura foi considerada impossível.

Como nos últimos anos a indústria farmacêutica investiu pouco no combate à gonorreia, os novos remédios que chegam ao mercado são poucos. O remédio tradicionalmente usado, Ciprofloxacin, tem resistência de 97% registrada. Hoje em dia apenas um remédio é considerado eficiente de verdade, o ESC.

A gonorreia afeta as partes genitais e até aumenta o risco de HIV, mas é a garganta que mais preocupa os profissionais de saúde, visto que na garganta a doença tem mais capacidade de sofrer uma mutação genética que potencializa sua força. O que pode acontecer é que a doença seria mais resistente por conta da mistura que a bactéria identificaria com o tratamento contra uma infecção qualquer de garganta.

A OMS está apelando para que a contaminação seja melhor monitorada, tanto com preservação, quanto com novos remédios que realmente funcionem. Mas eles acreditam, ainda assim, que apenas a criação de uma vacina poderia frear essa proliferação.

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