Tiroteio deixa pelo menos um morto no Engenho Novo

RIO – Uma troca de tiros terminou com pelo menos um morto no Engenho Novo, na Zona Norte do Rio, na noite da quinta-feira. De acordo com o comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) São João, policiais que estavam na Rua Goiás foram atacados por homens que estavam dentro de um carro, por volta da 23h.

Houve confronto, e o automóvel colidiu contra um muro. Alguns suspeitos fugiram durante a abordagem, mas um deles foi atingido durante o confronto e morreu no local. A área foi isolada, e a Divisão de Homicídios (DH) foi acionada para investigar a ocorrência.

Moradores da região contam que o barulho foi muito intenso, e algumas pessoas ficaram com medo de serem atingidas:

– Até quando vamos viver desse jeito? Tive que ficar escondido no banheiro com medo das balas. Ouvimos barulho de tiro até quase meia-noite – contou uma testemunha, que preferiu não se identificar.

Ainda na madrugada desta sexta-feira, policiais e criminosos trocaram tiros na região da Matinha, no alto do São João. Até o momento, não há informações de feridos. O policiamento foi intensificado na região.

MORTE EM UPP

Um policial militar lotado na Unidade de Polícia Pacificadora da Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, morreu após ser baleado durante um tiroteio na comunidade. Atingido na cabeça, o cabo Rodrigo Sumar, de 35 anos, chegou a ser socorrido e levado para o Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos. A informação foi confirmada pelo comandante da UPP, major Roberto Valente.

Ainda segundo o oficial, antes de ser encaminhado para a unidade da Zona Sul, Sumar foi levado para o Hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. No entanto, ele não foi atendido na unidade porque não tinha neurocirurgião. O cabo Rodrigo Sumar é o sexto PM baleado em pouco mais de duas semanas, no estado. As informações são do 18º BPM (Jacarepaguá).

A insegurança sentida nos últimos meses por moradores de várias comunidades da Região Metropolitana apareceu nas estatísticas: dados da Coordenadoria de Polícia Pacificadora, obtidos com exclusividade pelo GLOBO revelam que, de 1º de janeiro até o dia 22 de março, foi registrada uma média de quatro confrontos por dia em favelas que contam com UPPs. Este ano, foram 328 ataques em 82 dias.

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