Retirada dos cavalos das charretes de Paquetá gera protesto

RIO — A retirada dos cavalos, que puxam as charretes de Paquetá, está sendo feita, na manhã desta quinta-feira, pela prefeitura sob protestos de moradores contra a extinção do serviço. Também há grupos a favor da retirada dos animais. A secretaria executiva de coordenadoria de governo que coordenou o plano de remoção não preparou rampas para os cavalos subirem nos caminhões que vão transportá-los sobre uma balsa. Isso orbigou aos cavalos a serem puxados pelas ruas da ilha até um terreno mais alto para permitir que acessassem à caçamba do caminhão. Todo percurso foi feito sob gritos de protestos dos moradores contrários a extinção do serviço.

Os moradores reclamam que os carros elétricos, semelhantes aos usados nos campos de golfe, que serão dados aos charreteiros para que continuem prestando transporte, vão acabar com a paz e a tranquilidade na ilha. Alguns antigos prestadores do serviço choraram na hora de entregar os cavalos.

— Minha vida toda está indo embora aqui. Tinha vezes que deixava de comer para alimentar o cavalo. Todo dinheiro que eu ganhava ia embora nos cuidados com o animal — disse, emocionado, o charreteiro Getúlio Barbosa.

O presidente da associação dos charreteiros, Jorge Carlos Ribeiro, reclama que muitos dos que estão contra a retirada dos cavalos hoje nunca os ajudaram a reformar e a cuidar das cocheiras. O local é um dos principais problemas para manutenção dos serviços na ilha. Construiído pela secretaria municipal de Meio Ambiente, o local está interditada desde 2010. Mesmoa assim, os cavalos continuavam sendo mantidos no local porque não havia outro lugar para abrigá-los.

Um laudo do Ministério Público, do dia 9 de maio, atestou as más condições das cocheiras e um parecer do MP, do dia 12 de maio, recomendou a reitrada imediata dos animais.

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