Liesa estuda reduzir número de cabines de jurados nos desfiles do Grupo Especial

RIO – Além de diminuir o tempo dos desfiles do Grupo Especial, de 82 para 75 minutos por agremiação, como adiantou a coluna Gente Boa nesta terça-feira, a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) estuda reduzir também o número de cabines de jurados ao longo da passarela em 2017. O objetivo, segundo Jorge Castanheira, presidente da entidade, é dar mais fluidez às apresentações do sambódromo. O número de julgadores, no entanto, seria mantido: um total de 36, quatro para cada um dos nove quesitos. A diferença é que seria instalada uma cabine dupla, para 18 jurados, dois por quesito avaliado, no meio da Marquês de Sapucaí.

— Assim, reduziríamos as paradas de apresentações para os jurados, dando mais dinâmica aos desfiles. A ideia é tornar o carnaval cada vez mais atraente para o público na passarela — afirmou Castanheira, ressaltando que dois jurados de um mesmo quesito não ficariam próximos um do outro, embora estivessem num mesmo setor do sambódromo.

De acordo com o presidente da Liesa, a ideia seria instalar a cabine dupla no meio do setor 6. As outras duas cabines de jurados ficariam no início e no fim da Sapucaí. Com menos paradas para apresentações de quesitos como comissão de frente e bateria, a medida também acabaria facilitando o cumprimento do novo tempo máximo de desfile, de 75 minutos.

Com menos tempo para cada agremiação, os desfiles de domingo e segunda-feira de carnaval passarão a começar mais tarde, às 22h, permitindo que todas as escolas tenham transmissão na TV. Além disso, o número máximo de carros alegóricos, conforme aprovado pelos dirigentes das escolas de samba, passa a ser seis, em vez de sete, com direito a uma alegoria acoplada — o número mínimo de carros se mantém em cinco.

— Essas mudanças acabarão levando as escolas a ficarem mais enxutas, com cerca de 3.500 componentes. As alas devem acabar tendo que ser redimensionadas. Isso não significa reduzir o espetáculo. Pelo contrário, nossa ideia é não deixá-lo repetitivo, com alas parecidas, por exemplo. E fazer com que os investimentos no desfile sejam mais concentrados, melhor alocados — diz Castanheira.

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