Justiça obriga governo a garantir abastecimento de medicamentos no HemoRio

RIO — Após a paralisação na coleta de sangue do HemoRio no último domingo, provocada pela paralisação de funcionários terceirizados, a Justiça determinou, em caráter liminar, nesta quinta-feira (14) que, em 72 horas, o estado do Rio regularize e mantenha “ininterrupto” o abastecimento da unidade com medicamentos básicos e destiados ao tratamento de leucemia e outras doenças hematológicas, além de insumos cirurgicos e materiais para realização de tratamentos de quimioterapia.

A decisão é da 14ª Vara de Fazenda Pública, que estabeleceu uma multa diária de R$ 100 reais para o secretário de Saúde e para o governador em exercício em caso de descumprimento. O processo judicial foi motivado por uma Ação Civil Pública protocolada pelo Sindicato dos Médicos.

— É uma vitória para a população do Rio de Janeiro — comemorou o presidente da entidade, Jorge Darze.

No último domingo, doadores que estiveram na unidade foram surpreendidos pela greve. Além disso, parentes de pacientes internados na rede pública se mostraram preocupados com a possibilidade de o estoque de sangue acabar. As atividades de coleta foram retomadas nesta segunda-feira. Segundo alguns funcionários, terceirizados de limpeza, segurança e administração, além de maqueiros e recepcionistas, estão há dois meses sem receber.

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