Itaboraí vê dificuldade em absorver pacientes após fechamento da UPA

RIO – O secretário de saúde de Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Edilson Francisco dos Santos, disse que vai ser muito difícil prestar atendimento aos pacientes oriundos da única Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no município, que será fechada a partir de amanhã para reformas. Segundo ele, são realizados cerca de 15 mil atendimentos por mês na unidade gerida pelo governo do estado, que deve ficar paralisada por 45 dias, mantendo apenas o atendimento da pediatria.

— Com o fechamento total da UPA de Itaboraí e a atual crise financeira enfrentada pelo município, que teve a sua arrecadação diminuída pela metade por conta da paralisação das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), fica muito difícil atender todos as pessoas que eram pacientes da unidade estadual. Queremos manter um diálogo com o estado para ver o que pode ser feito. — diz.

O Hospital Desembargador Leal Júnior é o único pertencente à rede pública na cidade, com 130 médicos e oito especialidades: pediatria, obstetrícia, ortopedia, clínica médica, cirurgia, intensivista (UTI), neonatologia e ginecologia. Procurado, através de sua assessoria de imprensa, Edilson Francisco não respondeu se a unidade terá capacidade e estrutura para receber os pacientes que ficarão sem atendimento na UPA.

(Estagiário, sob supervisão de Leila Youssef).

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