Governador interino defende pena de morte em caso de estupro coletivo

RIO – O governador Interino Francisco Dornelles defendeu, na tarde desta segunda-feira, a pena de morte para o caso de estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos no Morro do Barão, na Praça Seca, na semana passada. Dornelles disse que se reuniu no domingo com o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, e pediu medidas profundas para que os acusados do crime sejam punidos da forma “mais violenta possível” :

– O estupro é o mais hediondo de todos os crimes. Se dependesse de mim, seria punido com pena de morte. É um crime horrível. Pedi a punição mais violenta possível contra essas pessoas que desonraram o nosso estado do Rio de Janeiro.

Um dos suspeitos de participação no estupro coletivo foi preso no início da tarde desta segunda-feira. Raí de Souza, de 22 anos, se entregou na Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav), no Centro. Em depoimento, ele admitiu ter sido o responsável pela divulgação das imagens na rede social. Mais cedo, a Polícia Civil fez uma operação em várias comunidades à procura dos envolvidos no caso e que já são considerados foragidos. São eles: Sérgio Luiz da Silva Júnior, conhecido como Da Russa, Marcelo Miranda da Cruz Correa; Raphael Assis Duarte Belo; Michel Brasil da Silva e Lucas Perdomo Duarte Santos. Da Russa é apontado como chefe do tráfico do Morro do Barão, na Praça Seca. Os agentes estiveram na Cidade de Deus e na comunidade do Rola, além dos bairros do Recreio dos Bandeirantes, Taquara e Praça Seca, todos na Zona Oeste.

A titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), Cristiana Bento, afirmou, que está convicta de que houve o estupro da adolescente. Segundo a delegada, pelo tempo que demorou para fazer o exame de corpo de delito, o laudo pericial não conseguiu provar indícios de violência, apesar disso, ela afirmou que o vídeo divulgado na internet já é o suficiente para provar que houve a violência sexual.

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