Câncer de Pezão levou a comprometimento ósseo

RIO – O linfoma de não-Hodkin afeta os linfócitos, glóbulos brancos que integram o sistema imunológico. As células malignas se multiplicam de maneira anormal, rapidamente, tomando o espaço das células sadias e se acumulando nos linfodos, conhecidos como gânglios, que funcionam como anteparos do sistema linfático. Uma vez afetados, os gânglios ficam dilatados. No caso do governador Pezão, ele tem um comprometimento ósseo, o que não é comum.

– O mais comum é nos gânglios. Foram diagnosticadas alterações na oitava e na nona vértebras, que estão porosas. O governador tem fatores clínicos de bom prognóstico. Mais de 70% dos pacientes ficam curados com esse tipo de tratamento. A nossa expectativa é que o tratamento seja bem sucedido. A idade é favorável – explicou o oncologista Daniel Tabak.

Há mais de 20 tipos diferentes de linfoma não-Hodgkin. Entre os linfomas, é o tipo mais incidente na infância. Por razões ainda desconhecidas, o número de casos duplicou nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos.

– Linfoma não é uma doença. Constitui uma gama de doenças. O governador tem uma doença menos comum: linfoma não-Hodgkin anaplásico de grandes células T ALK positivo.

Segundo Tabak, linfomas não são doenças particularmente comuns.

– Cerca de 10 mil casos por ano são diagnosticados no Brasil.

A estimativa para 2016 é do aparecimento de 10.240 novos casos, sendo 5.210 homens e 5.030 mulheres, segundo o Inca.

Tabak explicou que o linfoma não tem uma causa específica estabelecida:

– Linfomas são doenças bastante heterogêneas. E existem linfomas que podem estar associados a virus ou bactérias, mas essa doença em especial não tem um agente causal. Não podemos atribuir essa doença à atividade do governador, mas reconhecemos que esse é um momento de cuidado. Ele pode manter atividades, mas a recomendação que ele seja preservado. As defesas orgânicas ficam comprometidas e ele deve ser preservado.

Ainda não existem pesquisas que indiquem com precisão as causas do câncer linfático. Levantamentos apontam maior grau de incidência em países industrializados como Austrália, Nova Zelândia, EUA e Europa.

Isso leva a especulações de que os linfomas podem ser consequência do estilo de vida moderno, poluição e alimentos industrializados ou com muitos agrotóxicos.

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