Acostumado a ficar sob holofotes, Alessandro Thiers já conduziu casos de repercussão

RIO — Não é a primeira vez que Alessandro Thiers Pinho Alonso, de 41 anos, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) desde 2014, está à frente de um caso de grande repercussão. Ele conduziu, por exemplo, o inquérito policial sobre ações de vandalismo planejadas por black blocs durante as manifestações de 2013. Agora, o destino quis que o delegado voltasse a se encontrar com um dos alvos da investigação daquele caso: a advogada Eloísa Samy.

Dois anos atrás, Thiers chegou a prender Eloísa por suposto envolvimento em planos de vandalismo — em escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, ela teria orientado dois ativistas procurados pela polícia a fugir. Agora, vê a antiga desafeta colocar em questão sua capacidade de apurar o estupro coletivo.

Acostumado a aparecer na TV, Thiers é tratado por muitos na Polícia Civil como um galã. Ele já teve um relacionamento com uma filha do ex-secretário estadual de Segurança Josias Quintal. Anteontem, enquanto ouvia os depoimentos da vítima e dos suspeitos de envolvimento no estupro, sua noiva, uma empresária, o aguardava na delegacia. Alguns colegas disseram, brincando, que “a marcação está cerrada”.

Na DRCI, Thiers conduziu outros casos que viraram notícia. Recentemente, ele assumiu os inquéritos que investigam ataques racistas pelas redes sociais contra a atriz Thaís Araújo e a cantora Ludmilla. Ele também foi titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM).

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