Remédios de até R$ 16 mil eram desviados de hospitais no Amazonas

Amazonas-A Polícia Civil do Amazonas informou que medicamentos que custam até R$ 16 mil eram desviados de unidades hospitais de Manaus e Iranduba pela organização criminosa presa nesta quinta-feira (16).

Três homens foram detidos suspeitos de envolvimento no esquema. Entre eles, um servidor público do Ponto-Atendimento Médico da Codajás (PAM), apontado como líder da organização. À polícia, o homem, de 25 anos, negou o crime. Um suspeito segue foragido.

O servidor público atuava no PAM há 14 anos. Os outros envolvidos eram funcionários do Instituto da Mulher Dona Lindu e SPA da Zona Sul de Manaus. Eles não foram apresentados à imprensa durante coletiva realizada nesta quinta.

As investigações sobre o esquema tiveram início há cerca de três meses depois que o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) recebeu denúncia sobre o desvio nas unidades hospitalares, em dezembro de 2016.
A denúncia aponta a participação de funcionários públicos nos desvios de placas de raio-x, seringas, agulhas, soros, lençóis, medicamentos, luvas e mascas cirurgias de unidades hospitais da rede pública de saúde de Manaus e Iranduba.
De acordo com as investigações, o homem apontado como líder fazia desvios no PAM da Codajás, no Hospital João Lúcio e ainda articulava os crimes em outras unidades.
O esquema criminoso foi descoberto durante a Operação “Hígia”, deflagrada, na manhã desta quinta-feira (16). Ao todo, foram cumpridos 9 mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão preventiva e de condução coercitiva – quando a pessoa é obrigada a ir depor.
Um médico, um dentista, além de três empresários e um farmacêuticos, foram levados para a Delegacia Geral da Polícia Civil, onde foram ouvidos. Eles poderão ser indiciados por receptação se comprovado envolvimento deles no esquema.
“Até então estão todos colaborando, inclusive indicando nomes de outros envolvidos que fazem parte da estrutura criminosa. O Antônio foi apontado pelos outros como chefe e o que lucrava mais. Ele negou os crimes e disse que não conhece ninguém e outros confessaram”, afirmou Denis Pinho.

Fonte G1

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