OAB-AM cria comissão para analisar reforma na Saúde do Amazonas

A reestruturação do sistema público de saúde anunciada no último mês pelo Governo do Amazonas tem causado preocupações entre a população. Para averiguar a necessidade da mudança e assegurar que a sociedade amazonense não será prejudicada pelas alterações, a Ordem dos Advogados do Brasil seccional Amazonas (OAB-AM) formará uma comissão especial para decidir se entrará com ação contra as mudanças propostas pelo Governo Estadual. A decisão ocorreu após reunião do Conselho Regional na sede da OAB-AM, na noite desta quarta-feira (1º), que contou com a presença do secretário estadual de Saúde em exercício, Wagner William de Souza.

A comissão será formada por cinco pessoas para buscar subsídios para a ação da OAB-AM. Segundo a vice-presidente da instituição, Adriana Lo Presti Mendonça, órgãos referentes à saúde pública serão procurados para um levantamento da atual situação do sistema no Amazonas.

“Essa comissão colherá subsídios no Conselho Regional de Medicina, no Conselho Regional de Odontologia e no Conselho de Serviço Social. No dia 7 de junho, haverá uma reunião extraordinária para decidir sobre o ajuizamento da ação”, disse.

Além disso, a comissão também dará uma recomendação ao Governo do Estado contra a desativação dos Centros de Atenção Integral à Criança (CAICs) e dos Centros de Atenção ao Idoso (CAIMIs).

Presente na reunião, o secretário estadual de saúde em exercício, Wagner William de Souza, defendeu a extinção dos centros como uma forma de unificar os serviços prestados pelo Estado.

“O Ministério da Saúde prega que temos que atender a família inteira. Não tem mais sentido ter equipamentos seletivos, de forma que precisamos equipar todos esses locais para atender todos os públicos. Estamos fundindo algumas estruturas. Teremos os especialistas em um lugar só – evitando que uma pessoa precise se deslocar diversas vezes em um único dia”, explicou.

Mesmo com a explicação de Souza, o conselheiro federal pela OAB-AM, Diego Dávila, mostrou-se preocupado com as mudanças. “Aumentar a eficiência é maravilhoso. Entretanto, isso por hora não nos foi assegurado. Qualquer associação pode entrar com ação regular, inclusive fomos comunicados que várias pessoas já pretendem entrar com ações. A impressão que temos é a que está tendo uma redução gigantesca do serviço”, apontou.

Com informações da assessoria*

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