No plenário do Senado, Eduardo Braga protesta contra exoneração de Rebecca Garcia e reafirma seu compromisso com os trabalhadores

O senador Eduardo Braga (PMDB/AM) criticou nesta quinta-feira (25/04), no plenário da Casa, a decisão do governo federal de exonerar Rebecca Garcia da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e reafirmou seu compromisso com os trabalhadores.

“Quero deixar meu protesto contra a retaliação sofrida por Rebecca Garcia e registrar minha solidariedade a ela, que exerceu um papel extremamente correto na Suframa”, disse o parlamentar, que atribuiu o episódio ao voto proferido por ele na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), na terça-feira (23/05), a favor do adiamento da leitura do relatório da Reforma Trabalhista. “Não quero acreditar que, por ter exercido meu voto pedindo para que pudéssemos debater um relatório que sequer havia sido publicado, Rebecca tenha sido demitida sem nenhuma explicação. ”

Eduardo Braga reiterou suas críticas ao texto em tramitação da Reforma Trabalhista, citando o item que permite ao empregador conceder um intervalo (para refeição, por exemplo) de, no mínimo, 30 minutos aos empregados durante jornadas maiores do que seis horas. Essa regra, destacou o parlamentar, pode até inviabilizar a hora do almoço de milhares de trabalhadores que atuam em linhas de produção, como as centenas existentes no Polo Industrial de Manaus (PIM).  “Numa fábrica que muitas vezes tem 10 mil metros quadrados só de linha de produção, esse tempo talvez não seja suficiente sequer para chegar ao refeitório”, observou.

Ao pedir mais debates sobre a matéria, o senador amazonense afirmou que a legislação trabalhista precisa ser modernizada, mas não às custas do mandato que ele exerce como representante do povo do Amazonas e dos trabalhadores, especialmente os que atuam na Zona Franca de Manaus (ZFM).

História de lutas – Eduardo Braga relembrou ainda os 35 anos de vida pública e as lutas em defesa dos amazonenses e da ZFM.  “A Zona Franca de Manaus se transformou num grande polo industrial e fez com que Manaus se transformasse em uma cidade industrial, uma cidade de trabalhadores de chão de fábrica, onde a questão da Consolidação das Leis Trabalhistas tem um papel fundamental”, salientou.

O parlamentar recordou a importância do modelo para a economia do estado e do país – ele corresponde a 2% do PIB brasileiro e 7% do PIB industrial do país – e a redução gradativa do número de trabalhadores no PIM. “Oitenta mil tinham emprego assegurado no fim do ano passado. Hoje, são menos de 65 mil. Em 2010, quando deixei o governo, eram 135 mil. “

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