Motorista da Salvare afirma que Mohamed transferiu mais de R$ 400 mil só para uma conta

Apontado pela Polícia Federal (PF) como o chefe do esquema que desviou R$ 110 milhões da saúde pública do Amazonas, o empresário Mohamed realizava transferências de altas quantias através da conta bancária de um motorista da Salvare, em São Paulo. Na manhã desta quarta-feira (3), o coordenador de frota e motorista da filial localizada na capital paulista, Adilson Neto da Silva, prestou depoimento como testemunha da operação ‘Maus Caminhos’ e afirmou que o próprio Mohamed pediu para usar a conta bancária dele para transferir os valores.O motorista revelou, em depoimento, por videoconferência, que Mohamed depositava e pedia para ele apenas sacar e entregar aos destinatários. “Pediram para usar a minha conta e eu aceitei. Não recebi nenhum real por eles usarem minha conta. Isso aconteceu durante um ano e em julho de 2016 pararam de depositar, graças a Deus (risos). Tinha ouvido dizer que eles abririam uma conta aqui em São Paulo”, disse.

Adilson afirmou que o principal destino do dinheiro era o escritório do advogado especializado em terceiro setor e área médica, Josenir Teixeira, localizado na Avenida Paulista. O advogado prestou serviços ao instituto por 14 meses, a contar de setembro de 2014.

Em seu depoimento, também prestado na manhã de hoje, o advogado afirmou que alguns pagamentos feitos pelo Instituto Novos Caminhos aos seus serviços eram feitos por Adilson, que ele afirmou que não conhecia e nunca tinha o visto antes no Instituto, em Manaus.

O motorista contou que a média do dinheiro girava em torno de R$ 30 mil a R$ 50 mil que, segundo ele, foi entregue pelo menos sete vezes, em meses diferentes, dentro do período de um ano. Ele lembrou, em depoimento, que em um dos depósitos o valor chegou a R$ 150 mil, o qual ele teve que sacar em duas vezes de R$ 75 mil.

Segundo Adilson, em outra oportunidade Mohamed havia enviado o montante de R$ 400 mil reais para bancar a reforma e compra de móveis para uma casa que o médico alugou em São Paulo. Ele afirmou que ajudava a decoradora a comprar os móveis novos, pagava pelos serviços dela e ainda ajudava a empregada a comprar os mantimentos da casa durante o mês.

Fonte D24

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