Ministro da Justiça elogia Governo do Amazonas por atendimento aos indígenas venezuelanos

Manaus- Em breve visita ao Centro de Acolhimento aos Imigrantes no bairro do Coroado, zona leste de Manaus, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, elogiou a forma com a qual o Governo do Estado do Amazonas vem prestando auxílio aos indígenas da etnia Warao, que fugiram da Venezuela e buscaram abrigo no Amazonas.

“O que vi aqui (Manaus) é excepcional. As instalações, o redário, a qualidade da comida, a limpeza das instalações, tanto no coletivo quanto no quarto das lideranças. O Governo do Amazonas até manteve o traço cultural fundamental que é a hierarquia. Está clara e reconhecida a liderança que tem seu quarto em separado. Isso é um traço cultural muito importante”, enfatizou Jardim.

A Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) informou que o Governo do Amazonas vem investindo a quantia de R$ 2,7 milhões na assistência aos imigrantes, além de gastar R$ 900 mil só na alimentação dos refugiados. Os imigrantes também recebem auxílio com saúde, educação e assistência social. O amparo conta com uma parceria entre Governo do Estado e Prefeitura de Manaus.

“Nós fazemos um plantão diário na rodoviária de Manaus para cadastrar os indígenas que chegam e a partir daí, eles são encaminhados para cá (Centro de Acolhimento). Aqui no acolhimento, exclusivamente sob a responsabilidade do Governo do Estado, eles (imigrantes) são atendidos com três refeições diárias, possuem grupos de trabalho para produção do artesanato. Além disso, a Secretaria Municipal de Educação trabalha no diagnóstico das crianças para fazer a inclusão delas nas escolas e os indígenas abrigados também recebem atendimento médico duas vezes por semana”, enumerou a secretária.

Avaliação de medidas – O ministro Torquato Jardim informou que o Governo Federal ainda avalia medidas que venham solucionar a situação que ainda é muito crítica. Ele disse que o Governo vem analisando a questão humanitária que envolve os refugiados, mas que deve haver equilíbrio entre o permanente e o transitório.

“A circunstância humanitária é inequívoca. A dignidade humana é fundamento do Estado brasileiro. Está sendo feito tudo o que é possível, mas existem vários desafios. Faremos tudo o que for necessário para abrigar os imigrantes, mas queremos que isso seja transitório”, declarou o ministro.

Atualmente, 497 indígenas venezuelanos estão alojados no Centro de Acolhimento aos Imigrantes, entre eles Evelio Mariano, que fugiu da Venezuela devido à crise política e social de seu país natal. “Aqui temos teto, temos médico, temos comida e escolas para os nossos filhos. O que conseguimos aqui, não tivemos na Venezuela. Quero morar aqui com a minha família por muito tempo”, declarou Mariano.

Com informações- Portal OLM

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