'Ele saiu para comer e foi assassinado', diz amigo de cantor Melvino Júnior

O proprietário da banda SambaKiss, Geraldo Silva, mais conhecido como “Geraldinho”, era amigo pessoal do cantor Melvino de Jesus Júnior, que foi assassinado na noite de sábado (29), no município de Codajás, a 297 km de Manaus. Ele estava hospedado junto com o artista no Hotel Tucunaré, localizado na cidade, e relata como o crime aconteceu.

Geraldo estava no mesmo quarto de Júnior. O cantor saiu para comer e por volta das 22h40 o amigo escutou os tiros no hotel. Os dois estavam na cidade para se apresentar com as suas bandas na Festa do Açaí, uma das mais tradicionais do interior do Estado.

“Dormimos um pouco, mas o Júnior acordou e disse que ainda estava com fome. Me chamou para comer algo, mas preferi ficar no quarto do hotel, pois estava com dor no estômago. Não demorou uns 15 minutos e escutei os tiros”, lembrou.

Depois de ouvir os disparos, o dono da SambaKiss, explica que resolveu descer para a entrada do estabelecimento para se informar do que estava acontecendo, mesmo com medo.

“O barulho foi forte demais. Tudo aconteceu muito rápido. Quando desci, vi uma pessoa correndo na rua com uma arma, mas era o segurança do hotel. O outro tiro atingiu um dos integrantes da nossa banda por conta da distância”, comentou.

Segundo Geraldo, o back vocal da banda SambaKiss, Rafael Esteves, foi alvejado durante a ocorrência. Ele está internado no Hospital Lázaro Reis, localizado no município de Manacapuru, com quadro estável. 

“Estamos acompanhando o tratamento do Rafael, pois está internado em um hospital de Manacapuru e estou pagando a hospedagem, da mãe dele, esposa e filha, na cidade. Ele chegou ao município cinco horas depois do ocorrido, pois estava perdendo muito sangue e não tinha condições de chegar em Manaus”, informa Geraldo, além de destacar que o integrante da banda passou por um procedimento cirúrgico. “O Rafael perdeu 30 cm do seu intestino, pois a bala perfurou o estômago”, afirmou.

Perda

Sobre a morte de Júnior, Geraldo comenta que o sentimento é de impunidade. Ele destaca que o cantor era muito amado no meio artístico do Estado do Amazonas.

“Quem convivia com o Júnior não tinha como abrir o sorriso. Tínhamos feito uma apresentação maravilhosa na noite anterior do crime, pois ele fez uma participação especial com a nossa banda e foi incrível. Ele sempre foi uma referencial”, disse o amigo do cantor.

Crime

As investigações sobre a morte do cantor estão em segredo de Justiça. De acordo com a Polícia Civil, uma equipe da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) foi encaminhada no dia do crime para ajudar nas investigações.

Segundo a polícia, o crime causou confusão entre as pessoas que estavam no local. Na hora do crime, Júnior estava em frente a um hotel, próximo ao local onde acontecia a festa do Açaí, quando o assassino se aproximou, atirou três vezes contra o cantor e fugiu.

 FONTE: Portal A Crítica
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