200 assaltos a ônibus em um mês e a solução do Secretário de Segurança é demitir 4.000 cobradores dos ônibus

Para a revolta do rodoviários ficar completa após tantos assaltos e mortes á cobradores e motoristas de ônibus, o Secretário de Segurança Sérgio Fontes falou em entrevista coletiva hoje (16/11) que deverá acabar a figura de cobradores dentro do ônibus, sem levar em conta que serão 4.000 pessoas (famílias) desempregadas a mais em Manaus. 

Uma solução arbitrária no ponto de vista do Sindicato dos Rodoviários que tem como presidente Givancir Oliveira que imediatamente disse, que jamais a classe aceitaria uma demissão em massa de quatro mil famílias e chamou o secretário de ‘incompetente’.

Para controlar o crime e manter a população segura, não seria essa a melhor solução, já que em toda a cidade acontecem assaltos, mortes e desaparecimento de pessoas.

Foto Erlon Rodrigues
Foto Erlon Rodrigues

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Enquanto isso a polícia está sem gasolina nos carros, sem toner para impressoras para fazer BO, sem limpeza nas delegacias e até assessor de imprensa exonerado por abuso de poder e assedio. Já os PMs que estão dando a vida todos os dias para defender a população também estão sem gasolina nos carros e armamento fraco para o combate ao crime.

Será mesmo que a solução seria essa? Será que o secretário não deveria combater a raiz do problema que são os bandidos, as facções criminosas financiadas,  deveria armar melhor nossa policia e melhorar os salários dos PMs e garantir a população segurança? 

Os ônibus especiais que não tem cobradores  e também são assaltados todos os dias. Taxistas morrem diariamente e sofrem assaltos, então  o que fazer com essas classes de trabalhadores??

Sinceramente desço do salto para o secretário que prefere demitir cobradores que tomar providencias mais enérgicas contra traficantes e bandidos em Manaus.

Em conversa informal pelo telefone com vereador Jaildo dos rodoviários, ele foi bem claro que não aceitarão o projeto do Secretário de tirar os cobradores dos ônibus e que o sindicato irá defender a categoria e se não revogar essa proposta eles farão greve para proteger o direito ao trabalho de 4.000 pessoas.

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