Se a UEA falir, o culpado seria o senador Omar José Abdel Aziz?

A política do quanto pior melhor, adotada por candidatos em época de eleição, pegou em cheio uma das mais sérias e importantes instituições do Governo do Amazonas: a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Tudo por causa de uma declaração tida como tendenciosa, feita pelo reitor Cleinaldo Costa, que na base da profecia do caos, previu que até o final deste ano a UEA estará falida e extinta por falta de recursos.

A infelicidade do reitor nas suas declarações, segundo docentes, discentes e servidores tem como base um apadrinhamento político dele com o senador Omar Aziz (PSD). Ele, o reitor, estaria sendo usado para encobrir a responsabilidade do próprio senador Omar, que na sua gestão implantou o princípio do caos, permitindo que o Reitor da instituição fosse escolhido por eleições diretas, internas.

Com as eleições e a autonomia da UEA, Omar criou um monstro sem rédeas. Com o reitor dependendo dos votos, ele fica preso às amarras da política interna. Com isso houve um inchaço da folha de pagamento de pessoal, fora a barganha para aumentos de salários, dos vencimentos, de vantagens, viagens, extensão universitárias, benefícios, cursos fora do domicílio.

Hoje a UEA tem um dos melhores salários do Estado. Depois da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e da Secretaria de Fazendo (Sefaz), a UEA aparece como terceiro melhor salário do Estado. Um professor mestre/doutor fatura R$ 25 mil no final de carreira e na aposentadoria. “Ai virou uma bola de neve. E o governador não pode fazer nada, não pode exonerar, não pode interferir e eles continuam fazendo dos cargos, um patamar político e de barganha”, pontuou um dos docentes.
Democracia de fundo de quintal

Foi o senador Omar Aziz, com a sua visão democrática de fundo de quintal, que determinou eleições diretas para reitor. Ai, os diretores das unidades da capital e do interior, que por lei era da responsabilidade do governador, também seguiram o mesmo caminho, criaram uma resolução e fizeram eleições diretas nas unidades em todo o Estado.

Do governo Omar para cá, todos os governadores foram cedendo as vontades dos reitores e dos diretores. Aí criou esse gigante sem braço, sem que o Estado possa fazer muita coisa para evitar a sangria. A coisa foi se avolumando, a pressão aumentando e eles ameaçando que a UEA ia parar, os governadores foram cedendo, e agora, a instituição corre o risco de implodir?

Os próprios docentes e discentes consultados perguntam: “qual a intenção do reitor? A mando de quem ele estaria fazendo essas declarações? Quais os interesses ele está defendendo? Político ou partidário em época de eleições no Estado?
Eles mesmos respondem: “é o senador Omar Aziz, quem está por trás de tudo isso e está usando o reitor como massa de manobra”.

O senador estaria atribuindo a falência ao atual governador, David Almeida que está no cargo a pouco mais de três meses, para favorecimento do seu candidato Amazonino Mendes, que também já foi para a imprensa fazer cena de salvador da pátria e cara de paisagem.

Economia atrelada

Só para entender a situação: a economia do País e da Zona Franca de Manaus (ZFM), que é quem destina a maior parte dos recursos para a UEA, passa por ciclos e instabilidades econômicas. Como sabemos que a maior parte dos recursos da UEA vem da ZFM, impostos, e sabemos também que o país e a indústria atravessam uma crise sem precedentes, o Estado não tem como cobrir os rombos.

O Estado é o mantenedor, sem fins lucrativos, recebe dinheiro da indústria, usufrui do dinheiro para o custeio da instituição de ensino, mas quando falta tem que cobrir os custo de funcionamento da instituição e, a gastança do grupo político que quer se perpetuar.

O que diz o governo

Membros do próprio Governo David Almeida foram pego de surpresa com a declaração do reitor da UEA. “Ele está pregando a teoria do caos, uma vez que não se tem conhecimento de nenhuma pendência, nenhum salário atrasado, nenhuma conta a ser paga até a data anunciada pelo reitor, para o fim da UEA”, afirma um integrando do Governo.

Com informações- Correio da Amazônia

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