Vendas do comércio caem 0,9% em março; no trimestre queda é de 7%

RIO – As vendas do comércio registraram recuo de 0,9% em março, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE. Frente a março de 2015, o volume de vendas caiu 5,7%. Foi a 12ª vez seguida em que houve variação negativa nessa comparação. Em 12 meses, o volume de vendas acumula perda de 5,8% — pior resultado da série histórica, iniciada em dezembro de 2001, mantendo a trajetória descendente desde julho de 2014 (4,3%). No primeiro trimestre, a queda é de 7%.

A receita nominal caiu 0,4% frente na passagem de fevereiro para março. Já na comparação com com fevereiro de 2015, a receita cresceu 6,2%. No ano, acumulou alta de 4,7% e em 12 meses, de 3,1%.

O varejo ampliado — que inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção — voltou ao terreno negativo, com queda no volume de vendas de 1,1% frente a fevereiro, quando havia crescido 1,4%. Já a receita do setor recuou 0,8% em março relação ao mês anterior. Frente a março do ano passado, as vendas caíram 7,9% e a receita cresceu 0,6%. No primeiro trimestre deste ano, o volume de vendas tombou 9,4%. No acumulado em 12 meses, a perda é a ainda mais intensa, de 9,6%. A receita variou para baixo em 0,7% e 2,2% respectivamente.

QUEDA EM SEIS DAS OITO ATIVIDADES

Na passagem de fevereiro para março, o IBGE registrou queda no volume de vendas de seis das oito atividades pesquisadas. O segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, recuou 1,7%, após registrar expansão de 0,8% no mês anterior. Móveis e eletrodomésticos passou de alta de 6,1% em fevereiro para contração de 1,1% em março. Já combustíveis e lubrificantes recuou 1,2% em março, após leve alta de 0,3% em fevereiro.

De acordo com o IBGE, tecidos, vestuário e calçados (-3,6%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,5%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-1,1%) registraram pela terceira vez seguida em 2016.

Já equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,7%) ficaram no terreno positivo.

Ainda na comparação com fevereiro, o comércio varejista ampliado caiu 1,1%, com veículos e motos, partes e peças e de material de construção voltando a registrar variações negativas de -0,5% e -0,3%, respectivamente.

Em fevereiro varejo surpreendeu na comparação com janeiro. As vendas registraram alta de 1,2%, a melhor taxa para o mês desde 2010 (2,7%). O resultado também foi o melhor na passagem de um mês para o outro desde julho de 2013 (3%). Frente a fevereiro de 2015, o volume de vendas caiu 4,2% — pior taxa para o mês desde o início da série do IBGE, em 2001. Em 12 meses, o volume de vendas acumulou perda de 5,3%. No ano, a queda foi de 7,6%.

Em 2015, após 11 anos de crescimento ininterrupto, as vendas do varejo fecharam com uma queda de 4,3% — a pior da série iniciada em 2001 e o primeiro recuo desde 2003, quando o volume de vendas encolheu 3,7%. No acumulado em 12 meses, a taxa foi a pior desde novembro de 2003 (-4,6%).

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