Uber cria associação de motoristas independentes em Nova York

NOVA YORK – A Uber Technologies concordou em iniciar uma associação para 35 mil motoristas em Nova York que oferece aos afiliados novas proteções e benefícios trabalhistas. A entidade, no entanto, não será um sindicato em pleno direito. Todos os atuais e futuros motoristas de Uber serão representados pela Associação de Motoristas Independentes, afiliada à Associação Internacional de Maquinistas Distrito 15 (IAM, na sigla em inglês), segundo comunicado desse sindicato.

Sob termos de um contrato de cinco anos com a Uber, os motoristas terão um padrão mais alto de proteção e apoio do que contratantes independentes.

“Formar essa associação é crucial para milhares de motoristas que precisam de uma voz mais forte e dá ao trabalho organizado uma oportunidade de moldar uma nova economia”, sustenta James Conigliaro Jr., fundador da Associação de Motoristas Independentes, no comunicado.

Segundo o acordo, a administração da Uber vai realizar reuniões mensais com os motoristas para discutir problemas e possíveis soluções para os profissionais. Os trabalhadores terão acesso a benefícios como seguro de vida e de invalidez, assistência durante circulação e cursos educacionais. Os motoristas na cidade que forem banidos pela empresa, processo chamado de “desativação”, poderão também entrar com recursos sobre tais decisões e exigir representação da entidade.

A Uber, que já arrecadou mais de US$ 10 bilhões em fundos para a expansão global do serviço, enfrenta resistência de reguladores e condutores e é alvo de processos nos Estados Unidos e em outros países. Em dezembro, Seattle se tornou a primeira cidade american a permitir que motoristas de serviços independentes formem sindicatos, levando a Câmara de Comércio dos EUA a processar a prefeitura.

A IAM e a Uber pretendem exercer pressão sobre a igualdade na cobrança de taxas entre motoristas privados, da Uber e taxistas. Segundo o acordo, um fundo de benefícios — administrado pela associação — será criado para os trabalhadores a fim de fornecer mais proteções como folgas remuneradas e contas de previdência.

Segundo o comunicado, as negociações entre o sindicado e a empresa de transporte começaram no fim de 2015.

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