Tombini: inflação segue em queda e estará em 4,5% em 2017

SÃO PAULO – O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse nesta quinta-feira que a inflação entrou em declínio em fevereiro e garantiu que a curva de queda continuará nos próximos meses. Segundo sua perspectiva, feita durante evento o banco Itaú, o IPCA estará no centro da meta de 4,5% ao ano em 2017. Ele justificou suas projeções citando os preços administrados, que devem ter “comportamento moderado” e o auxílio do câmbio.

— Após uma inflação elevada em janeiro, causada pelos alimentos in natura, o mês de fevereiro apresentou o início do declínio da inflação de 12 meses. Nos próximos meses, importantes fatores levarão à manutenção (da queda) — disse.

Tombini não descartou a possibilidade de o BC usar o juro para auxiliar no controle dos preços. Em suas palavras, a autoridade monetária “não se furtará em adotar medidas necessárias para fazer a inflação convergir para o centro da meta de 4,5% em 2017”.

O presidente do BC elencou uma série de benefícios trazidos pela valorização cambial, atribuída por ele ao regime flutuante da moeda, à economia. Entre os pontos positivos, ele citou ganhos de produtividade, aumento das exportações e substituição de itens importados pelos produzidos aqui.

Embora tenha admitido que o Brasil passa por um momento “desafiador”, o presidente do BC mostrou otimismo com a situação atual, a qual classificou de “transitória”. Por várias vezes durante seu discurso de 20 minutos, ele salientou a importância de a economia nacional sofrer ajustes sobretudo o fiscal.

— O ajuste fiscal é crucial. É imprescindível. É o caminho para a retomada da confiança — disse.

O presidente do BC, que viu o auditório esvaziar enquanto falava, terminou seu discurso lembrando que “há muito o que fazer para recuperar a confiança da sociedade na economia”.

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