Temer diz que gastos com Saúde e Educação não terão teto

BRASÍLIA – O presidente interino Michel Temer disse nesta quarta-feira que os gastos com Saúde e Educação não terão teto. Na semana passada, no anúncio de medidas econômicas, o governo havia anunciado que iria propor incluir na proposta de emenda constitucional (PEC) que estipula um limite para o gasto, alterando os mínimos constitucionais para as pastas de Saúde e Educação. Temer reconhece que haverá “sacrifícios”, mas quis deixar “grifado” o anúncio desta quarta-feira, durante a posse de Pedro Parente na Petrobras; Maria Silvia Bastos Marques no BNDES; Paulo Rogério Caffarelli no Banco do Brasil; Gilberto Occhi na Caixa; e Ernesto Lozardo no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Cerca de meia hora antes do horário previsto do evento, o Planalto confirmou que Torquato Jardim será o novo ministro da Transparência.

— Quero registrar, para não haver exploração no sentido contrário, que, sem embargo da limitação de despesa, os percentuais referentes a Saúde e Educação não serão modificados — afirmou o presidente em exercício.

Temer também reconheceu que haverá “sacrifícios” em razão de o país estar em uma das “grandes crises da sua História”, e que em 20 dias o governo já apresentou uma agenda positiva de “reconstrução nacional”.

— Digo aquilo que em momento de dificuldade se diz. Nós teremos sacrifícios.

Temer pediu aos quatro novos presidentes de Petrobras, Caixa, BB e Ipea, que sejam “absolutamente intransigentes” com ilegalidades. Na última segunda-feira, o governo teve sua segunda baixa em poucos mais de duas semanas de governo. Ambos os casos – Romero Jucá ( Planejamento) e Fabiano Silveira ( Transparência) – se deram por gravações que sugerem frear a Lava-Jato.

Temer voltou a reforçar que que “ninguém” interferirá nas investigações da Operação Lava-Jato, afirmando que declara isso pela “enésima vez”.

— Eu quero revelar pela enésima vez, pela enésima vez, que ninguém vai interferir na chamada Lava-Jato. A toda hora eu leio que querem derrubar a Lava-Jato — declarou, e completou: — Sem nenhum deboche em dizer pela enésima vez: não haverá a menor possibilidade de qualquer interferência do Executivo nesta matéria.

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