Santander e Bonsucesso querem ter 10% do consignado no país

SÃO PAULO – O Santander e o Banco Bonsucesso esperam alcançar uma participação de 10% no mercado de crédito consignado em um prazo de cinco ano. A parceria entre as duas instituições completou um ano e chegou a uma carteira de R$ 5,4 bilhões em operações com desconto em folha, o equivalente a 1,8% do total no país. Na avaliação de Frederido Penido, presidente da joint venture, o atualmente ambiente econômico é propício para o crescimento desse negócio.

— O consignado é um produto anticíclico. É mais demandado em um momento como esse e é um dos poucos que continua sendo ofertado — disse, acrescentando que o nome da empresa mudou de Banco Bonsucesso Consignado para Olé Consignado.

Nesse um ano de parceria, foram atendidos 1,4 milhão de clientes, que são atendidos por uma rede de quase 40 lojas próprias ou por um dos mil correspondentes bancários da instituição. O Santander tem 60% da joint venture, pela qual investiu R$ 600 milhões. O Bonsucesso tem 40%.

Em relação à inadimplência, afirmou que ela se mantém pequena, já que a joint venture trabalha apenas com consignado para servidores públicos e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Questionado sobre a dificuldade enfrentada por alguns estados e municípios no pagamento a servidores, afirmou que os casos são pontuais.

— O ambiente econômico de contas públicas requer cautela. Tivemos problemas em alguns convênios, mas não são atrasos temos atrasos significativos. São coisas de dias ou de semanas, mas nada relevante — explicou.

Penido lembrou que tradicionalmente a inadimplência é baixa nesse segmento porque o desconto da parcela é feito diretamente na folha de pagamento. No entanto, afirmou que a perspectiva é de uma leve alta nesses atrasos – a inadimplência atual não foi informada

Nessa operação com servidores públicos, a taxa de juros é de 2,20% ao mês, com prazo de até 72 meses para pagamento. Já para aposentado, o limite é o estabelecido pelo INSS, que é de 2,34%.

— A taxa média de juro da nossa carteira está em torno de 2,17% e ao final do ano deve chegar a 2,20%. É um crescimento relativamente pequeno — afirmou.

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