Quase um quarto das televisões no Brasil tem sinal analógico

RIO – A televisão continua mais presente do que nunca na casa dos brasileiros. Em 2014, 97,1% dos domicílios particulares tinham pelo menos uma delas. Esse numero é 2,9% maior do que no ano anterior, em 2013. Os números são do suplemento de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) da Pnad 2014. Entretanto, as TVs de 23,1% dos domicílios não tinham acesso nem à televisão por antena parabólica, nem à TV por assinatura e nem à televisão digital aberta, segundo a pesquisa. Nesses domicílios só há a televisão aberta analógica. Isso significa que os moradores de quase um quarto dos domicílios não poderiam assistir televisão se a substituição do sinal analógico pelo digital em todo o país fosse concluída na data da pesquisa. O processo de troca está previsto pelo Ministério das Comunicações para se encerrar em 2018. Em 2013, o índice de domicílios com sinal analógico era de 28,5%.

Também em 2014, uma ligeira maioria dos domicílios tinha televisão de tubo (52,1%) em vez da mais moderna, de tela fina (47,9%). Mas o crescimento desse bem foi expressivo: em 2013 eram 38,4%. Acredita-se que esse crescimento ocorreu devido à Copa do Mundo, que foi realizada no ano da pesquisa. Na época, havia muitas promoções e descontos nos aparelhos, afirmam os técnicos do IBGE.

A TV por assinatura em 2014 aumentou 12% em relação ao ano anterior, e chegou a 32,1% dos domicílios. A Pnad informou que ela está muito mais presente nas residências da área urbana (32,1%) do que da rural, onde apenas 7,5% dos domicílios têm o serviço contratado. Esse número aumenta ao se examinar apenas as classes com renda mensal domiciliar per capita maior: entre aqueles com mais de 5 salários mínimos por mês, a taxa de televisão por assinatura é de 77,3%.

A televisão digital aberta também cresceu: sua presença nos domicílios foi de 31,2% em 2013 para 39,8% em 2014. O crescimento aconteceu em todos os estados do país, mas o Rio foi o que cresceu menos: 2,1 pontos percentuais. Em 2013, o Rio ocupava a terceira posição em domicílios com TV digital aberta. No ano seguinte, desceu para a sexta colocação.

A televisão via antena parabólica teve uma variação diferente das demais: caiu de um ano para o outro, de 38,4% para 38%. As classes de rendimento mensal domiciliar per capita mais baixas foram as que mais tiveram antena parabólica. Entre aqueles cujo rendimento mensal é menor ou igual a um quarto do salário mínimo, o índice era de 52,2%.

*Estagiário sob supervisão de Cássia Almeida

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