Presidente da Abear critica veto a ampliação de fatia estrangeira em aéreas

BRASÍLIA – O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, lamentou o resultado da decisão do Congresso, que mantém a participação do capital estrangeiro nas empresas em 20%. Segundo ele, a ampliação da fatia do sócio estrangeiro no setor aéreo amplia o acesso das companhias ao mercado internacional. Sanovicz destacou ainda que permanece pendente a agenda apresentada pelas aéreas para ter maior competitividade, principalmente durante a crise.

— O resultado é frustrante porque a participação do sócio estrangeiro permanece em 20%. Além disso, a agenda a ser implementada para que o pais tenha conectividade e as companhias, condições de competir globalmente continua pendente — destacou Sanovicz.

Entre as medidas necessárias, o setor defende que os passageiros de conexão passem a arcar com o custo da tarifa de conexão; a revisão da fórmula de cálculo do preço do querosene de aviação, que segue padrões internacionais e redução do ICMS sobre o combustível, além de mudanças nas regras que tratam das condições gerais do transporte aéreo.

Nos bastidores, o fim da barreira ao capital estrangeiro é visto como uma alternativa que pode beneficiar a Gol, principalmente. A TAM já tem arranjo societário com a chilena Lan e a Azul, acabou de receber aporte de recursos da China.

Sanovicz disse que o setor aguarda uma nova iniciativa do governo para rever a limitação ao capital estrangeiro no setor.

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