PIM reduz volume de demissões

polo-industrial-de-manaus-registra-faturamentoNos últimos seis meses, o Sindmetal (Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas) registrou queda no número de homologações de contratos de trabalho referentes a demissões no PIM (Polo Industrial de Manaus). Entre maio e outubro, o sindicato manteve média de 940 homologações. O número representa queda em relação aos primeiros quatro meses de 2016, quando a média de desligamentos foi de 2,2 mil colaboradores. De janeiro a outubro deste ano 14.278 trabalhadores foram dispensados. Enquanto no mesmo período de 2015 o quantitativo chegou a 25.743. Houve uma redução de 44,5% no índice de demissões.Na avaliação do presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, os números representam uma pequena melhora no cenário econômico nacional, que consequentemente, refletem na produção local. Porém, ele esclarece que o momento ainda não permite comemorações. Silva também informou que há riscos de novas demissões expressivas acontecerem a partir de dezembro, caso as vendas de final do ano não apresentem resultados positivos.

“O PIM parou de demitir em grande escala, mas isso é um pequeno sinal de melhora na economia e não nos permite comemorar um novo tempo. Dependemos de muitas mudanças a serem implementadas pelo governo federal. O cenário ainda é de recessão e de dificuldades para a empregabilidade”, disse. “É preciso observar que caso o comércio não reaja no final deste ano, há riscos de novas demissões acontecerem no polo industrial”, completou.

Segundo o presidente, a expectativa é que a produção industrial, assim como os demais segmentos econômicos nacionais reajam positivamente somente a partir de 2018. “O período atual não nos permite projetar bons índices para o próximo ano. Mas acreditamos que se as medidas econômicas forem implementadas a partir de 2018 tenhamos melhoras na economia”, comentou.

Conforme os números do Sindmetal, até outubro deste ano entre as empresas que apresentaram maior índice de desligamentos estão: Samsung da Amazônia (1.022), Moto Honda da Amazônia (896), Salcomp da Amazônia (649), Climazon Indústria S/A (524), Cal Comp Ltda (517), LG do Brasil (427), Digiboard da Amazônia (363), Erin (Estaleiros Rio Negro Ltda) (333). Além das indústrias do PIM, os estaleiros que também fazem parte do Sindmetal, registraram ocorrências de desligamentos em outubro deste ano. A empresa Juruá Estaleiro e Navegação Ltda teve 111 homologações; a empresa Bertolini Construção Naval da Amazônia Ltda demitiu 57 funcionários; e o Erin (Estaleiros Rio Negro Ltda) dispensou 25 pessoas.

No setor industrial, os maiores volumes de demissões registradas no último mês ocorreram nas empresas: Yamaha da Amazônia (94), LG do Brasil (73), Salcomp da Amazônia (69), Digiboard da Amazônia (65), Unicoba da Amazônia (36), Samsung da Amazônia (29), Moto Honda da Amazônia (26).

Para o economista, Jose Laredo, a redução dos números das demissões nos últimos seis meses representam a possibilidade de uma retomada no crescimento econômico local e nacional. Ele considera que a implantação das medidas econômicas projetadas pelo governo federal deve resultar em um novo cenário nos próximos dois anos.

“Os números indicam que a economia parou de decrescer e que há possibilidades de retomada no crescimento a partir das novas medidas a serem tomadas. O governo tem se esforçado para aprovar a PEC dos gastos e isso significa que há perspectiva de melhorias, da aprovação da reforma da previdência. Acredito que até o segundo semestre de 2017 poderá haver uma retomada no crescimento”, disse.

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