Para agências de risco, só impeachment não altera situação econômica do Brasil

WASHINGTON — Analistas de agências de classificação de risco que participam da reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, informaram que o impeachment, em si, não mudaria a percepção do mundo sobre a situação econômica do Brasil. Falando sob sigilo, esses analistas afirmaram que, independente do governo que sairá depois da votação do impeachment no domingo, será necessário ver se o país obtém um “consenso político” para fazer o ajuste fiscal e fazer com que o país volte a crescer.

Estes analistas afirmaram que não observam a situação do país em um curto espaço de tempo, mas sim a trajetória e a expectativa em períodos de doze a dezoito meses. Eles afirmam que neste análise, por exemplo, será levado em conta a capacidade do Brasil voltar a crescer pois, do contrário, o ajuste fiscal não será sustentável. E que mais que um plano crível, o governo precisa provar que tem condições de implementá-lo.

Mas os analistas afirmam que há casos em que ocorre uma rápida reversão de expectativas, como aconteceu recentemente na Argentina, que em pouco tempo após a troca de governo conseguiu mudar o humor dos investidores e agentes financeiros internos e externos. Mas que isso ocorreu porque, mais que discursos, houve do novo governo argentino ações que mudaram o ambiente econômico.

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