Padilha diz que Previdência será debatida em grupo menor para facilitar consenso

BRASÍLIA – O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse nesta quarta-feira que será mais fácil elaborar uma proposta de reforma da Previdência com a discussão num grupo de seis pessoas. O governo recuou na apresentação de proposta agora diante de resistências. Ele lembrou que, se nada for feito, o déficit previdenciário chegará aos R$ 200 bilhões em 2017.

— Não é deixar para o final do ano. Por que o governo deixou o grande grupo para um grupo menor? Ora, um grupo de 40, 50 pessoas discutindo é muito mais difícil de chegar a uma conclusão do que seis. Reduzimos a seis pessoas e ali há temas que são controversos: idade mínima, se a mulher deve ter o mesmo tratamento que o homem, as regras de transição… O governo está se guardando para ver se consegue uma coincidência de vontades entre beneficiários e pagadores — disse Padilha.

Segundo ele, nesse ano, haverá um déficit de R$ 146 bilhões. Se nada for feito, no ano que vem terá buraco entre R$ 180 bilhões e R$ 200 bilhões, complementou.

— E essa bola vai crescer. O governo não vai tomar a iniciativa isolada, tem que ser uma inicitiva em que todos sejam responsáveis, senão meu filho, meu neto não vão ter aposentadoria — disse o ministro.

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