Oposição quer usar caso de Jucá para adiar votação da meta fiscal e impeachment

BRASÍLIA – A oposição ao presidente interino Michel Temer quer usar a gravação em que o ministro do Planejamento defende um pacto com objetivo de parar a Lava-Jato para adiar a votação da nova meta fiscal, que estava prevista para essa terça-feira. Os parlamentares querem ainda paralisar o processo de impeachment contra a presidente Dilma.

– Queremos suspender a reunião de amanhã da comissão do impeachment. Não dá para definir a data do julgamento agora. E queremos também suspender a reunião sobre a meta fiscal. Vamos obstruir todas essas questões – disse o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

– Não há clima. Não há confiança em nenhum número que foi lançado para a meta. Não vai ter sessão do Congresso para votar a meta de jeito nenhum – disse a senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM).

A revisão da meta fiscal, com um déficit de R$ 170,5 bilhões, precisa ser votada até o dia 30 de maio. Caso contrário, o governo interino terá de fazer cortes para buscar cumprir a meta que está em vigor, de superávit de mais de R$ 24 bilhões. A sessão do Congresso para votar a nova meta está convocada para esta terça-feira e nessa tarde o presidente interino deve ir ao Congresso entregar ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) a proposta.

A comissão do impeachment, por sua vez, tem reunião marcada para essa terça-feira para definir o plano de trabalho para a segunda fase do processo. O relator, Antonio Anastasia (PSDB-MG), vai sinalizar um calendário que já estimaria a data do julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff.

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