Ministro do Trabalho admite que haverá ‘aprimoramento da legislação’

SAO PAULO – O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, admitiu na manhã desta quarta-feira que o novo governo fará um “aprimoramento da legislação trabalhista”. Em conversa com jornalistas depois de participar de reunião da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nogueira evitou usar os termos flexibilização ou mudança das regras e garantiu que os trabalhadores não serão “pegos de surpresa”. As novas normas devem ser concluídas em 90 dias, segundo sinalizou ele durante sua fala aos sindicalistas.

— Nada será feito sem o protagonismo do trabalhador. Os direitos dos trabalhadores não serão alterados. Direito não se tira, se aprimora — disse.

Ele não detalhou como será a reforma das regras, mas disse que o “fundamental é a fidelização dos contratos”.

— Essa garantia é fundamental. Agora, sobre o formato deste aprimoramento da legislação, o trabalhador será protagonista — repetiu ele todas as vezes que foi questionado sobre o assunto.

Nogueira afirmou que todas as centrais sindicais serão chamadas para a mesa de debates, incluindo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a única que ainda não encontrou o novo ministro.

Em sua fala durante a reunião com os dirigentes da UGT, o ministro se colocou à disposição para receber os trabalhadores em seu gabinete. Exaltou os dizeres da bandeira nacional “Ordem e Progresso”, afirmando que “temos de restabelecer esses princípios”.

Ele também disse aos dirigentes da UGT que é de família pobre e trabalhadora, afirmou que já teve carteira assinada, jornada de trabalho e desemprego.

— Minhas convicções se ancoram em princípios justos e não vou prejudicar o trabalhador — garantiu.

Evangélico seguidor da Assembleia de Deus, Nogueira também citou um provérbio bíblico para justificar as visitas que tem feito às centrais sindicais:

— Para conhecer alguém, ande com ele.

Por outra parte, Nogueira não quis falar sobre a reforma da Previdência. Disse que esse assunto não é da sua pasta.

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