Mercado financeiro prevê déficit de R$ 104 bilhões para governo central

BRASÍLIA – O mercado financeiro piorou suas estimativas para o comportamento das contas públicas em 2016, mas está mais otimista em relação a 2017. Isso é o que mostra o boletim Prisma Fiscal de abril, divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Fazenda. O documento mostra que os analistas esperam que o governo central (composto por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) termine o ano com um déficit primário de R$ 104 bilhões. Em março, o rombo era calculado em R$ 100,450 bilhões.

Para 2017, o número é mais favorável. O mercado ainda espera um déficit, mas ele agora está estimado em R$ 92,080 bilhões. No Prisma de março, o valor apontado era pior: de R$ 103,514 bilhões. O boletim é feito pela Secretaria de Política Econômica (SPE) da Fazenda com base nas estimativas do mercado financeiro para o comportamento de diversos indicadores fiscais.

Os números do documento, no entanto, ainda não apontam alguns esqueletos que terão impacto sobre as contas do ano e que foram apontados pelo governo nas últimas semanas. Entre eles está um passivo da Eletrobras por causa de problemas que a estatal teve para publicar seu balanço no mercado americano. A equipe econômica do governo Michel Temer já estima o déficit do governo central para 2016 entre R$ 150 bilhões e R$ 160 bilhões.

De acordo com os analistas, a dívida bruta do país deve encerrar 2016 em 74% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país). Essa projeção é um pouco melhor que a feita em abril, de 74,35% do PIB. Para o ano que vem, o endividamento bruto projetado é de 79,68% do PIB, contra 80% na projeção do mês anterior.

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