Lucro da Caixa Econômica Federal desaba 45,9% no 1º trimestre

BRASÍLIA – A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido de R$ 838,7 milhões no primeiro trimestre deste ano: aumento de 31,7% na comparação com os três últimos meses do ano passado. Já ante a mesma etapa de 2015, houve uma queda de 45,9%. O resultado operacional, que mede o desempenho recorrente do banco, teve queda ainda maior, de 52,2% na comparação anual, para R$ 385 milhões. As informações foram divulgadas pela assessoria do banco na manhã desta segunda-feira.

Segundo comunicado da instrução, o índice de inadimplência caiu 0,04 ponto percentual e ficou em 3,51% no primeiro trimestre. Na média de mercado, o índice de calote é de 3,55%.

O texto ressalta pontos positivos do balanço. Entre eles o fato de 90% da carteira de crédito estar classificada nos ratings de melhor qualidade, de AA até C, as despesas com provisão para crédito de liquidação duvidosa terem diminuído 24,2% em 12 meses e 3,6% em relação ao trimestre anterior. Foram R$ 3,8 bilhões no período “refletindo o contínuo aprimoramento nos modelos de riscos e nas políticas de recuperação de crédito”, de acordo com o comunicado.

Segundo a instituição, as ações para racionalização de gastos e aumento da produtividade geraram reduções de 3,6% nas despesas de intermediação financeira, 8,1% nas despesas com pessoal e de 2,9% nas outras despesas administrativas em relação ao quarto trimestre de 2015.

O aumento do relacionamento com os clientes gerou alta de 8,3% nas receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias, mas esse percentual informado pela caixa é na comparação com o primeiro trimestre de 2015. O comunicado divulgado pelo banco não segue um padrão de comparação dos dados. Dependendo do número, a comparação é feita com o trimestre imediatamente anterior ou com o primeiro trimestre do ano anterior.

De acordo com a instituição, a carteira de crédito ampla avançou 9,2% em 12 meses e 0,7% no trimestre. O saldo alcançou R$ 684,2 bilhões: 21,5% do mercado, aumento da fatia de 1,2 ponto percentual em 12 meses. O crédito habitacional continuou a ser o principal destaque, com ampliação de 9,8% em relação ao primeiro trimestre de 2015, e de 1,2% no trimestre. A carteira de financiamento imobiliário tem saldo de R$ 388,9 bilhões e 66,9% de participação no mercado.

A base de clientes da instituição alcançou 83,5 milhões de correntistas e poupadores em março de 2016, alta de 4,6% em 12 meses. A carteira de pessoas físicas atingiu 81,2 milhões, e a de pessoas jurídicas, 2,3 milhões.

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