Inflação desacelera novamente e fica em 0,43% em março

RIO – O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,43% em março, desacelerando frente ao 0,90% registrado em fevereiro. No mesmo mês de 2015, a taxa ficou em 1,32%. Em 12 meses, a inflação acumulada é de 9,39%. No ano, é de 2,62%.

O resultado veio abaixo da previsão dos analistas. O banco Bradesco, por exemplo, projetava uma taxa de 0,45%, graças à mudança de bandeira tarifária de energia elétrica, de vermelha para amarela, e à desaceleração dos preços dos alimentos.

Prévia da inflação oficial, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) já indicava que a taxa de março ficaria abaixo da de fevereiro. Em 0,43%, o resultado foi o menor para o mês desde 2012 (0,25%) e bem abaixo do 1,42% registrado no mês anterior. Já o resultado acumulado em doze meses ficou em 9,95%, abandonando os dois dígitos — 10,84% em fevereiro.

A meta de inflação estabelecida pelo Banco Central (BC) é de 4,5%, com margem de dois pontos para cima ou para baixo. Pelo relatório Focus divulgado na última segunda-feira, o IPCA deste ano ficará em 7,28%, acima do limite máximo do governo, que é de 6,5%. Se a previsão se confirmar, será o segundo ano seguido em que o índice de preços ficará acima do limite estabelecido pelo BC. Em 2015, a inflação ficou em 10,67%, a maior taxa desde 2002.

No Relatório Trimestral de Inflação do BC, divulgado no último dia 31, a autarquia reconheceu pela primeira vez que a inflação deve encerrar o segundo ano seguido acima do teto da meta. No documento, o Comitê de Política Monetária (Copom) indica que o IPCA ficará em 6,6% — 0,4 ponto percentual acima da previsão anterior, anunciada em dezembro. No documento, a taxa prevista para o fim do ano que vem é de 4,9%. Ontem, no entanto, o presidente do BC, Alexandre Tombini, afirmou que a inflação entrou em declínio em fevereiro e garantiu que a curva de queda continuará nos próximos meses. Segundo ele, o IPCA estará em 4,5% em 2017, uma vez que os preços administrados devem ter “comportamento moderado” e câmbio deve auxiliar nessa trajetória de baixa.

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