Indicado para o BC, Ilan Goldfajn será sabatinado na próxima terça-feira

BRASÍLIA – A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal não conseguiu chegar a um consenso para adiantar a sabatina do presidente indicado para o Banco Central Ilan Goldfajn. A ideia do governo era ouvi-lo nesta quarta-feira para que o economista pudesse assumir o cargo a tempo de participar da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para semana que vem. Sem unanimidade, no entanto, a sabatina ficou para a próxima terça-feira, 7 de junho, às 10 h.

O senador Raimundo Lira (PMDB/PB) apresentou, na sessão desta terça-feira, parecer favorável à indicação de Goldfajn para a presidência do Banco Central (BC). Ele pediu a revogação de cláusula do regimento interno que define prazo mínimo de cinco dias para que o indicado responda às perguntas dos parlamentares. Segundo Lira, esse foi um pedido do presidente atual do BC, Alexandre Tombini.

– Tive a informação, de um assessor do presidente do BC, de que ele não se sentia confortável de participar da reunião do dia 7. Não foi iniciativa pessoal do relator – explicou Lira.

Os senadores da oposição se posicionaram de forma contrária à votação ainda essa semana. Lindbergh Farias (PT/RJ) chegou a apontar um possível conflito de interesses na nomeação do economista. Segundo ele não estava comprovado ao Senado que Goldfajn já teria vendido suas ações como sócio do Itaú-Unibanco. Pela norma, ele teria que vendê-las até a aprovação da indicação pelo Senado. No decorrer da reunião, no entanto, o senador Raimundo Lira disse ter recebido uma ligação do indicado para o BC afirmando que teria vendido todas as suas posições frente ao banco.

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