IBGE assume presidência da Comissão de Estatística da ONU

RIO – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) assume nesta terça-feira a presidência da Comissão de Estatística da Organização das Nações Unidas (ONU). A presidente do órgão, Wasmália Bivar, ocupará o cargo até 2018. Ela é a primeira mulher latina a exercer tal função. O anúncio foi feito nesta terça-feira na sede da ONU, em Nova York. durante a 47ª sessão da comissão.

A comissão auxilia o Conselho Econômico e Social da ONU a promover o desenvolvimento das estatísticas da entidade e aprimorar a comparabilidade das informações coletadas, além de coordenar o trabalho estatístico das agências especializadas e aconselhar os órgãos da ONU sobre questões gerais relacionadas com a coleta, análise e disseminação de informações estatísticas.

Segundo o IBGE, a escolha “é um sinal de reconhecimento do prestígio internacional do Brasil na produção de estatísticas públicas oficiais”.

Sob liderança do órgão brasileiro, a comissão conduzirá as principais discussões estatístisticas da ONU a partir de dados dos Censos Demográficos e os Sistemas de Contas Nacionais dos países membros e de informações sobre direitos humanos e meio ambiente.

É a primeira vez que o Brasil preside a Comissão de Estatística da ONU, que já existe há mais de meio século. Os 24 países-membros, com representação regional, elegem um presidente a cada dois anos. A eleição do Brasil foi anunciada hoje (8/03/2016), durante a abertura da 47ª Sessão da comissão, à qual estavam presentes a presidente do IBGE, Wasmália Bivar, e o diretor de Pesquisas do instituto, Roberto Olinto. Como presidente eleita, Wasmália já conduzirá os trabalhos desta 47ª Sessão.

A Comissão de Estatística está coordenando o processo de escolha dos indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (OBS). As metas englobam a erradicação da pobreza extrema, o acesso à educação de qualidade, a redução da violência, a promoção da igualdade de gênero, a proteção dos ecossistemas marítimos e terrestres, a redução do aquecimento global, o estabelecimento de padrões de consumo sustentáveis, a geração de empregos decentes e a ampliação do acesso ao saneamento básico e a fontes renováveis de energia, que irão nortear a agenda da ONU até 2030.

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