Governo corta R$ 21 bilhões e estima recessão em 3,05% em 2016

BRASÍLIA – Sem receitas suficientes para fechar as contas, o governo anunciou, nesta terça-feira, um corte adicional de R$ 21,2 bilhões no Orçamento de 2016. No mês passado, a equipe econômica já havia contingenciado R$ 23,4 bilhões para garantir o cumprimento da meta fiscal. Assim, como o novo número, o total bloqueado em gastos no ano chega a R$ 44,6 bilhões. A tesourada consta do relatório de avaliação de receitas e despesas do primeiro bimestre, divulgado pelo Ministério do Planejamento. Quebrando a tradição, o ministro Valdir Simão não deu as caras para explicar os cortes, que só serão detalhados num decreto que será publicado até o final do mês.

O novo corte, no entanto, não será suficiente para o cumprimento da meta fiscal fixada para 2016, que prevê um superávit primário de R$ 24 bilhões para a União. O governo já informou que encaminhará ao Congresso Nacional uma proposta de alteração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para poder abater R$ 84,2 bilhões do objetivo fiscal. Com isso, as contas públicas fechariam o ano com um déficit de R$ 60,2 bilhões.

No documento, a equipe econômica reviu suas projeções para o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) e para a inflação. A estimativa de recessão econômica passou de 2,94% para 3,05%. Já a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 7,10% para 7,44%.

Conforme o relatório, a receita líquida prevista para 2016 caiu de R$ 1,205 trilhão para R$ 1,185 trilhão. Já as despesas do governo federal subiram R$ 1,005 bilhão.

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