Ford amplia recall de veículos com airbags da Takata

WASHINGTON — A companhia Ford informou nesta quarta-feira que vai chamar à revisão 1,9 milhão de veículos na América do Norte equipados com airbags defeituosos da fábrica Takata. A corporação se junta a Toyota, a General Motors e a Chrysler Fiat entre as empresas de automóveis que anunciaram o recall por problemas no sistema de segurança da japonesa.

Os airbags da Takata ainda podem explodir se submetidos a uma força excessiva e, assim, lançar estilhaços de metal entre os passageiros do veículo. O defeito causou a morte de 13 pessoas e feriu mais de 100 pelo mundo. A empresa japonesa é a única grande fabricante do sistema que usa o nitrato de amônia para inflar a bolsa, um componente que pode desintegrar revestimentos de metal ao ser exposta à mudanças de temperatura e à umidade.

Apesar disso, pelo menos quatro fábricas — Toyota, Volkswagen, Fiat Chrysler e Mitsubishi — continuam a vender modelos com a bolsa de ar defeituosa, de acordo com um relatório do Comitê de Comércio do Senado. O documento ressalta que novos veículos e até mesmo veículos chamados à revisão recebem os airbags danosos.

Oito companhias automobilísticas disseram na última sexta-feira que o recall atinge 12 milhões de veículos nos Estados Unidos que contam com os airbags da empresa japonesa, segundo a agência Reuters. O “NYT” cita quatorze corporações envolvidas no recolhimento de 60 milhões de carros com a falha, no que o jornal chamou de o “mais complexo recall na história automotiva.

— O que é preocupante nisso tudo é que os consumidores tem comprados os carros novos sem saber que depois eles serão chamados à revisão — disse ao jornal americano o senador Bill Nelson, líder dos democratas no comitê. — Esses carros não deveriam ser vendidos até que fossem consertados.

A Takata foi barrada por reguladores de segurança de adquirir novos contratos de airbags com a substância perigosa e intimada a eliminar os já existentes. Ainda assim, as montadores continuam livres para equipar os veículos novos com as bolsas de ar, incluindo uma versão mais antiga sem um agente secante que protege o material de danos em contato com a umidade. Esses veículos, no entanto, precisariam ser revistos em 2018, segundo um cronograma dos reguladores federais.

A Ford declarou que os veículos afetados incluem o modelo Edge de fabricação entre 2007 e 2010, o Fusion de 2006 a 2011, o Ranger de 2007 a 2011, o Lincoln MKX de 2007 a 2010 e o Lincoln MKZ de 2006 a 2011, além do Zephyr e do Mercury Milan. Destes, 1.305 estão no Canadá e no México; os demais se encontram nos Estados Unidos.

O fabricante americano de automóveis defendeu que não estava ciente das lesões associadas aos airbags, instalados na parte dianteira dos carros agora convocados à revisão. A Toyota, por sua vez, declarou nesta quarta-feira que precisa consertar a falha em 490 mil carros no Japão, na China, na Europa e em outras regiões.

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