ExxonMobil reduz 25% dos investimentos diante de baixa do petróleo

CHICAGO – A petroleira ExxonMobil confirmou nesta quarta-feira uma redução de 25% nos investimentos de 2016, para US$ 23 bilhões, diante da queda dos preços do petróleo, que tem prejudicado o desempenho das empresas do setor. A meta de produção da companhia também foi cortada.

A Exxon espera produzir no 45 mil poços de petróleo e gás uma média entre 4 milhões e 4,2 milhões de barris por dia, informou a empresa. O objetivo anterior era de 4,3 milhões para o fim de 2017, segundo o CEO da companhia, Rex Tillerson anunciou há um ano.

“Vamos focar na maximização das receitas em toda a cadeira (produtiva)”, afirmou o diretor executivo em comunicado. “Nosso foco permanece em fazer escolhas que aumentem o valor ao acionista”.

O volume do corte nos investimentos afetará particularmente os recursos direcionados à exploração de óleo e gás, que inclui o desenvolvimento de atividades de perfuração, plataformas, terminais e armazenamento. Em 2015, a empresa já havia reduzido o orçamento em 20%.

Apesar da redução dos custos, a Exxon não decidiu vender ativos, nem cortar empregos para enfrentar a situção adversa do setor. O custo médio de produção da Exxon ficou em US$ 10,56 por barri no ano passado, ante US$ 12,55 em 2014, disse a companhia. O recuo de 16% foi acompanhado de uma redução de 46% no período.

Os preços do petróleo já caíram mais de 70% desde meados de 2014. Cerca de 42% da queda ocorreu no último trimestre do ano passado, o pior em rentabilidade para as petroleiras. Cada US$ 1 de queda no preço do petróleo corta os ganhos anuais da Exxon pós-tributação em US$ 375 milhões, informam dados da empresa. As agências de classificação de risco Standard & Poor’s e Moody’s já alertaram que podem cortar a nota de crédito da petroleira.

Tillerson afirmou que está interessado em aquisições nesse período de baixa do petróleo, mas os vendedores tem expectativas irreais de preços, segundo ele. O CEO afirmou que a empresa está posição financeira para buscar novas compras ou mudar os planos de gastos de acordo com o que acontece no mercado.

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