Expectativa de inflação dos consumidores para 2016 é de 11,4%

A expectativa de inflação dos consumidores brasileiros para o ano subiu para 11,4% em fevereiro, de acordo com o Indicador de Expectativa Inflacionária da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com a alta de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior, as expectativas de inflação atingem um novo recorde da série iniciada em setembro de 2005.

A maior elevação ocorreu na faixa de renda mais baixa (até R$ 2.100): alta de 0,4 pontos percentuais, alcançando 12,0%, o nível mais alto entre as quatro faixas pesquisadas (de R$ 2.100,01 a R$ 4.800, de R$ 4.800,01 a R$ 9.600 e acima de R$ 9.600).

O intervalo entre 10,0% e 12,0% aparece pelo terceiro mês como o mais citado, por 33,7% dos consumidores, contra 38,0% em janeiro. Já a quantidade de respostas acima de 12,0% aumentou, passando de 23,2% do total em janeiro para 26,5% em fevereiro.

“O resultado de fevereiro indica que a expectativa de inflação dos consumidores estabilizou no patamar de 11%. O resultado, estável com relação aos dois meses anteriores, mostra que, apesar de ter desacelerado, a expectativa de inflação dos consumidores para os próximos doze meses é bastante elevada. Tal resultado pode ser explicado pelo IPCA nos últimos 12 meses (10,71%) e pelo aumento dos preços de transportes e alimentação e gastos com educação”, afirma o economista Pedro Costa Ferreira, da FGV/IBRE.

A Sondagem do Consumidor da FGV coleta informações de mais de 2.100 brasileiros em sete das principais capitais do país (Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Brasília e Recife). A pergunta é “Na sua opinião, de quanto será a inflação brasileira nos próximos 12 meses?” A resposta é inteiramente livre e nenhum valor é sugerido ao entrevistado.

A coleta da sondagem é realizada nas três primeiras semanas de cada mês. A da edição de fevereiro de 2016 foi realizada entre os dias 1 e 22 de fevereiro.

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