Empregos em energia renovável aumentam 5% em todo o mundo

RIO – Mais de 8,1 milhões de pessoas trabalham na indústria de energia renovável em todo o mundo neste ano. O número é 5% maior em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com estudo inédito feita pela Irena, associação internacional do setor. O aumento contrasta com a redução do setor petrólifero, já que as grandes companhias do setor vêm enxugando suas atividades e fazendo um pesado corte de funcionários.

No ranking das renováveis, a solar concentra hoje o maior contigente de mão de obra no mundo, com 2,8 milhões (em 2015, eram 2,5 milhões de pessoas). Em seguida, aparecem os biocombustíveis, como o biodiesel, com 1,7 milhão. Depois, está a eólica (com 1,1 milhão), em um crescimento de 5%. O crescimento global, no entanto, poderia ser maior não fosse a crise que assola o Brasil, onde muitos projetos de energia vêm apresentando demora, com a falta de interesse dos investidores em participarem de leilões de energia promovidos pelo governo.

Entre os países, quem puxou o crescimento foi a China, país onde já há mais empregados na atividade de energia renovável, com 3,5 milhões de postos, do que no setor de óleo e gás, com 2,6 milhões. Nos Estados Unidos houve alta de 16% na força de trabalhado oriunda das energia solar e eólica, por exemplo, chegando a 769 mil postos de trabalho, em contraste com a queda de 18% nos campos de petróleo.

— Esse aumento é fruto da redução dos custos da energia renovável em todo o mundo — disse Adnan Z. Amin, diretor-geral da Irena, lembrando que as renováveis vão mais que dobrar sua participação da matriz energética mundial, gerando mais de 24 milhões de empregos.

O Brasil, segundo maior empregador do mundo, com 918 mil pessoas, foi na contramação e cortou cerca de 41 mil postos devido à redução na atividade de etanol. “Os empregos em biocombustíveis caíram 3% com a queda puxada por etanol devido à mecanização”. Em outro momento, a Irena afirma ainda que as novas instalações solares tiveram recuo de 3% no ano passado devido aos atrasos na implementação do Minha Casa Minha Vida e na redução total dos investimentos no setor.

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