Embraer tem lucro de R$ 385,7 milhões no 1º trimestre

SÃO PAULO — A Embraer teve lucro líquido de R$ 385,7 milhões no primeiro trimestre, contra prejuízo líquido de R$ 196,1 milhões no mesmo período do ano passado, informou José Filippo, vice-presidente executivo da empresa nesta sexta-feira. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da fabricante de aeronaves somou R$ 643,8 milhões de janeiro a março, alta de 50% na comparação anual.

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— A economia global não tem experimentado crescimentos expressivos. Mas conseguimos explorar a competitividade, temos um produto que é eficiente e busca beneficiar os clientes — disse Filippo, durante conferência com jornalistas.

A margem líquida da empresa ficou em 7,6%, comparada a margem negativa de 6,4% no primeiro trimestre de 2015. Segundo explicou FIlippo, a queda dessa despesa se deu principalmente pelo efeito da valorização do real frente ao dólar nos primeiros três meses do ano, o que gerou um crédito de Imposto de Renda e contribuição social sobre itens não monetários.

As receitas líquidas no primeiro trimestre chegaram a R$ 5,05 bilhões, com aumento de 64,5% sobre o mesmo intervalo de 2015. A dívida líquida da empresa chegou a R$ 782,3 milhões no fim de março. O número, de acordo com o executivo da companhia, é “confortável para a situação da empresa”.

Aviação executiva, comercial e de defesa

O segmento de aviação executiva cresceu mais fortemente na comparação com os segmentos de aviação comercial e defesa e segurança no primeiro trimestre, quando comparados com o mesmo período do ano passado.

Os números divulgados mostram que, na aviação executiva, a receita líquida da Embraer cresceu nada menos que 213,9% entre janeiro e março, chegando a R$ 1,530 bilhão. Com a forte elevação, o segmento passou a representar 30,3% do total de receitas da fabricante de aeronaves, ante 16% de um ano atrás. A aviação comercial teve aumento de 43% no trimestre, para R$ 2,751 bilhões, reduzindo a fatia no total de receitas da empresa de 62,8% para 54,5%. Já defesa e segurança cresceu 20,3%, para R% 739,4 milhões, reduzindo a participação na receita líquida da empresa de 20% em 2015 para os atuais 14,7%.

De acordo com Filippo, com o governo federal sendo o principal cliente no segmento de defesa, a incerteza política acaba afetando o segmento. No caso da aeronave militar KC-390, o avião cargueiro que está sendo desenvolvido pela Embraer, já houve no ano passado um rearranjo no cronograma de entrega.

— Mas não vemos interrupção de contratos (por parte do governo) — disse, para completar: — Seguimos com nossa programação. A previsão de certificação do KC-390 continua para o fim de 2017, com entrada em operação no primeiro semestre de 2018. Temos seguido com desafios, mas tudo está conforme o previsto.

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