Dólar sobe a R$ 3,71 e Bolsa cai 2,7% com rumor sobre Lula e BC do Japão

RIO – O dólar sobe contra o real e as ações brasileiras recuam nesta terça-feira, refletindo o mau humor do mercado financeiro com a possível indicação do ex-presidente Lula para o ministério de Dilma e a frustração dos investidores globais com a ausência de novos estímulos econômicos no Japão.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) cai 2,67%, com o índice de referência Ibovespa aos 47.560 pontos. O dólar comercial sobe 1,56%, a R$ 3,709 para venda. Na máxima da sessão, a divisa chegou a valer R$ 3,736.

Ontem, os rumores de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia assumir um ministério já haviam piorado o humor dos investidores no fim do dia, acentuando a alta do dólar e a queda na Bolsa de Valores de São Paulo.

Lula desembarca hoje em Brasília para conversar com a presidente Dilma Rousseff sobre sua ida a um superministério político focado em dois pontos: recuperação da economia e articulação política para barrar o avanço do impeachment depois das manifestações do último domingo.

BOLSAS GLOBAIS EM QUEDA

Mas não é só a Bolsa brasileria que perde hoje. Os principais mercados acionários do mundo operam com perdas nesta terça-feira depois de o Banco do Japão, autoridade monetária do país asiático, não ter anunciado novos estímulos monetários, surpreendendo investidores. Medidas de estímulos por parte de bancos centrais, como o europeu, tem sustentado os mercados nos últimos meses.

O índice de referência do continente europeu, o Euro Stoxx 50, cai 1,20%, enquanto a Bolsa de Londres recua 0,71%. Em Paris, a baixa é de 1,24%, e em Frankfurt, de 0,92%.

Em Wall Street, o índice Dow Jones cai 0,40%, enquanto o S&P 500 opera em baixa de 0,68%. Em Nasdaq, a desvalorização é de 0,54%.

No radar dos investidores também está a reunião do Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, que começa hoje e termina na quarta-feira. A maioria dos economistas espera uma manutenção dos juros no país. A previsão geral é que a taxa será elevada na reunião de junho.

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