Dólar cai a R$ 3,35 e Bovespa sobe 1,4%, acompanhando o exterior

RIO – Depois de a onda de pessimismo com o Brexit ter levado as Bolsas do mundo todo a perderem de US$ 3,64 trilhões em dois pregões, os mercados têm nesta terça-feira um dia de correção de preços e expectativa sobre possível ação conjunta de bancos centrais para fortalecer o sistema financeiro. No Brasil, o dólar comercial opera em queda de 1,17% contra o real, negociado a R$ 3,353 para compra e a R$ 3,355 para venda. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o índice de referência Ibovespa avança 1,43%, aos 49.950 pontos.

Na Europa, onde alguns índices acumularam desvalorização superior a 10% desde sexta-feira, quando o Reino Unido decidiu abandonar a União Europeia (UE), as Bolsas sobem todas mais de 2%. O índice de referência do continente, o Euro Stoxx 50, tem valorização de 3,02%, enquanto a Bolsa de Londres avança 2,86%. Em Paris, a alta é de 3,03%, e em Frankfurt, de 2,75%.

No mercado de juros, os investidores repercutem o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado nesta terça-feira pelo Banco Central (BC). A interpretação dos analistas é que, ao afirmar que “decisões futuras de política monetária serão tomadas, com vistas a assegurar a convergência da inflação para a meta de 4,5%” no fim do ano que vem, o BC indicou que está longe de reduzir a taxa básica de juros, a Selic, hoje em 14,25% ao ano.

O contrato DI com vencimento em janeiro de 2017 sobe de 13,65% para 13,78% — o número reflete a expectativa dos investidores sobre o nível da Selic naquele período. Se o BC vai manter os juros mais apertados por mais tempo, os investidores acreditam que, no longo prazo, há mais espaço para a taxa cair. Por isso o DI que vencerá em janeiro de 2023 cai de 12,41% para 12,38%.

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