Crise na Venezuela: Três das quatro principais refinarias estão inativas

CARACAS – Das quatro grandes refinarias da Venezuela, três estão desativadas e a principal causa é a falta de manutenção. As operações da refinaria El Palito, no estado Carabobo, estão suspensas temporariamente enquanto a de Puerto La Cruz está parada há dez dias para reformas estruturais. A Cardón, no estado de Falcón, apresenta problemas de funcionamento desde o final de março deste ano

O secretário-geral da Federação dos Trabalhadores Petroleiros do país, José Bordas, explicou que isso tem implicação direta na produção de derivados do petróle, o que obriga o governo a importar diariamente 100 barris de gasolina de países como Estados Unidos e Curaçao.

“A importação de gasolina é muito custosa para o país. E a PDVSA (petroleira estatal) tem prioridade em importar esse produto. Por quanto tempo? De verdade, ainda não sabemos” afirmou Bordas ao jornal venezuelano “La Verdad”.

A refinaria Amuay, no estado Falcón, é um dos casos que mais chama atenção, pois a instalação apresenta problema no seu craqueador catalítico (equipamento usado para decompor os componentes do petróleo). A necessidade de reparos aos materiais refletem a deterioração da refinaria.

Iván Freitas, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores Petroleiros, de Falcón, indicou que a capacidade atual da refinaria é de 180 mil barris de gasolina por dia, mas só produz 60 mil barris.

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