Contingenciamento foi ‘cortina de fumaça’ à adoção da banda fiscal, diz Skaf

SÃO PAULO. O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, classificou o anúncio do contingenciamento de R$ 23,,4 bilhões pelo governo nesta sexta feira como “cortina de fumaça” para a adoção da chamada banda fiscal, que em sua visão trata-se de “um mecanismo que deixa explícito que a equipe econômica trabalha com a perspectiva de um déficit de até R$ 60,2 bilhões para 2016”.

Skaf destaca que, mesmo com a revisão do orçamento, os gastos totais apresentam um crescimento de 4,8% em relação aos realizados no ano de 2015.

“É crucial recuperar a credibilidade da política econômica. Porém, ao anunciar um déficit de até R$ 60,2 bilhões, o governo assume a falta de comprometimento em atingir a meta de resultado primário estabelecida, o que aumenta as desconfianças e piora ainda mais sua credibilidade”, diz Skaf, em comunicado divulgado na tarde desta sexta-feira.

Quanto ao anúncio de um “teto teórico” para o gasto público, que ainda terá que ser transformado em projeto de lei, para depois ser aprovado pelo Congresso Nacional, Skaf questiona a seriedade da media.

“A gestão séria do orçamento demanda corte e controle de gastos imediatos, e não mecanismos teóricos mirabolantes que, na realidade, nada mais representam do que a consolidação de sucessivos déficits públicos”, diz o presidente da Fiesp.

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