Com rombo de R$ 65 bi, dívida bruta pode chegar a 75,4% em 2017

BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, apresentou a trajetória da dívida pública caso o governo federal registre um déficit de R$ 65 bilhões no ano que vem. Ao apresentar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2017, nesta sexta-feira, a equipe econômica propôs um resultado primário igual a zero, com possibilidade de abatimentos para frustrações de receitas e alocação de investimentos para áreas estratégicas. Dessa forma, caso o pior cenário se concretize, a dívida bruta pode chegar a 75,4% no ano que vem.

A previsão do governo é que o indicador comece a ceder a partir de 2018, quando a dívida bruta deve atingir 74,9%. Em 2019, a estimativa é de 73,95%. Para a dívida líquida a expectativa é de 43,9% em 2017, 44,9% em 2018 e 44,7% em 2019.

Com o déficit do governo central (formado por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) em 2017, o país teria o quarto ano consecutivo de rombo nas contas públicas. O resultado negativo de R$ 65 bilhões estima um cenário de frustração de receitas de até R$ 42 bilhões e a preservação de gastos com investimentos em até R$ 23 bilhões.

— Isso ignifica que, somado, eu posso ter um valor mínimo para o ano que vem, um resultado negativo de R$ 65 bilhões. Lembrando que em 2016 o mínimo que solicitamos ao Congresso Nacional é de um déficit de R$ 96,6 bilhões. Mesmo no pior cenário, é um resultado melhor do que o pior cenário registrado para esse ano.

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