Com economia resiliente, alta de juros está a caminho, diz autoridade do Fed

NOVA YORK – O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, ainda planeja elevar os juros gradualmente este ano dada a resiliência da economia, disse a presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, nesta sexta-feira, explicando que defende a decisão tomada no mês passado de manter a taxa a fim de ganhar um pouco mais de confiança e informação.

Em declarações que sugerem que ela está disposta a defender uma alta dos juros em breve, Loretta disse que não discordou da decisão de março do banco central, devido aos dados econômicos “limitados” no primeiro trimestre. Ainda que o Fed esteja “lento”, assegurou, existe um risco em esperar demais para continuar a elevação de 0,25 ponto percentual realizada em dezembro.

— Esperar até que cada peça de informação possa alinhar-se de forma correta significa esperar demais e isso arrisca ter que subir as taxas mais agressivamente no futuro, com impactos negativos sobre nossa economia — disse a autoridade, que este ano tem direito a voto na comissão do Fed que define a política monetária, diante da Associação de Negócios Econômicos de Nova York. E alertou:

— A economia mostrou uma resiliência considerável, e o panorama e os riscos sobre as perspectivas provavelmente respaldarão reduções graduais no nível de expansão este ano.

Após subir o custo do crédito em dezembro pela primeira vez em quase uma década, o Fed manteve a política monetária há duas semanas diante da desaceleração econômica global e a turbulência dos mercados no início deste ano. A próxima reunião do BC dos EUA será no fim de abril e, em seguida, em meados de junho.

Loretta afirmou que, desde dezembro, reduziu levemente as expectativas para o número de elevações da taxa básica de juros este ano. Em entrevista à Reuters em janeiro, ela disse que previa quatro altas em 2016.

CONFIANÇA DOS CONSUMIDORES CAI

A confiança dos consumidores nos Estados Unidos caiu em março, segundo a estimativa final do índice publicado na sexta-feira pela Universidade de Michigan.

Se estabeleceu em 91 pontos, 0,7 a menos que em fevereiro, mas um ponto a mais do que na primeira estimativa de meados de março (90 pontos). Os analistas previam que chegaria aos 90,5 pontos.

O índice do Conference Board, sobre o mesmo item, e publicado na terça-feira, apontou um aumento de 2,2 pontos, a 96,2 pontos, também superior às previsões dos analistas.

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