Cade permite que CSN escolha três conselheiros para Usiminas

BRASÍLIA – O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aceitou, por três votos a dois, flexibilizar as regras determinadas por ele próprio e permitiu que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) elegesse três conselheiros na Usiminas. Desde 2014 a CSN estava com os direitos políticos suspensos dentro da empresa, da qual tem participação acionária.

Com a decisão do Cade, a companhia fica autorizada a eleger dois conselheiros para o conselho de administração e um para o conselho fiscal na Assembleia Geral Ordinária marcada para quinta-feira, dia 28. A flexibilização vale apenas para esse caso e não dá à CSN o direito de eleger membros sempre.

O órgão antitruste, no entanto, estabeleceu várias condicionantes. Os nomes dos membros a concorrer, por exemplo, devem ser os já listados pela CSN ao Cade: Gesner José Oliveira Filho, Ricardo Antonio Weiss, Derci Alcantara e Sonia Julia Sulzbeck Villalobos para a cadeira no conselho de administração e Wagner Mar e Pedro Carlos de Mello para o conselho fiscal.

O Cade também exigiu a assinatura de um termo de compromisso obrigando a CSN cumprir regras de governança corporativa e tomar decisões visando o interesse da empresa. A companhia deve ainda entregar relatórios trimestrais ao órgão sobre as atividades dos conselheiros. Por fim, um membro do conselho deve monitorar a assembleia geral desta quinta-feira.

Votaram a favor da flexibilização o presidente do Cade, Vinicius Marques de Carvalho e os conselheiros Alexandre Cordeiro Macedo e Márcio de Oliveira Júnior. Os votos vencidos foram de João Paulo de Resende e Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt.

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